quarta-feira, 8 de março de 2017

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: CINE ARTE POSTO 4: COSMÓPOLIS




            Em meio à primavera de 2012, o Cine Arte Posto 4 exibiu “Cosmópolis”. Um filme franco-canadense que foi lançado em 2012 e é dirigido por David Cronenberg. E é uma adaptação de um livro (homônimo), que foi escrito por Don DeLillo e que começou a ser comercializado em 2003.
            Todavia, por meio de uma linguagem cyberpunk, sua trama trata de uma das rotineiras crises que afligem o capitalismo. Mas que, apenas (e paradoxalmente), o fortalece. Pois é um sintoma de estagnação. De que o velho envelheceu demais. E, assim, recoloca o sistema em seu rumo. Já que o “caos” tem a função de promover uma limpeza social. Preenchendo as lacunas criadas pela fraqueza humana com a sofisticação que a tecnologia, de uma época, pode atingir.
            E então, gradualmente, o capitalismo cumpre sua sina. Que consiste em conduzir a humanidade ao Jardim do Éden. Dado que, com a garantia de que sua espécie se perpetuará, ela terá tempo para se dedicar a novas experiências.
            Consequentemente, podendo vivenciar, em sua totalidade, o evento derradeiro – que é único e intransferível –: a morte. Ou seja, o rito transição que transforma tanto aquele que vai como o que fica. Pois, para um, o plano material se torna obsoleto; não respondendo às suas carências. E, para o outro, é consumado aquilo que, em 2005, Steve Jobs falou em uma palestra para uma turma de formandos da Universidade de Stanford: “... a morte é a maior invenção da vida; é o agente que renova a vida; tirando do espaço o velho, para dar lugar ao novo”.







"Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso."
 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
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