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CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

SÉRIE PENSAMENTO E RIQUEZA - PARTE 002: EXPELINDO O DEUS DA POBREZA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

É PERIGOSO ACREDITAR NOS ÚLTIMOS BYTES SONOROS DO DR. STEPHEN HAWKING

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Diário da Ilha de São Vicente – 16/11/2022 – REMEMORANDO A ADEGA DOIS IRMÃOS




​             Em 16 de novembro de 2022, se fazia o manjado trajeto de quarta. Que como fim tinha o Restaurante Emmerich. Onde se encontraria a tradicional feijoada do Senhor Walmir.
​             Passando, no caminho, em frente ao 02º Batalhão de Infantaria Leve de São Vicente.





​             O ponto de encontro dos patriotas.
​             Um pessoal que, desde o término das eleições fraudadas de 2022, se negava a entregar o comando da nação para uma corja de vagabundos da pior espécie.
​             Mas que o fazia do jeito errado. Já que gritavam: “SOS, Forças Armadas”. Quando o correto era bradar: “Venham conosco, Forças Armadas”.
​             Tudo porque isso lembra uma cena de os Simpsons em que Homer e Marge observam Bart, que está de joelhos e a orar.
​             - Deus, proteja meu pai, minha mãe, Lisa e Maggie. E, por favor, Deus, mate o Sideshow Bob – pede o garoto.
​             - Bart, não! – intervém Marge.
​             - É ele ou eu, Senhor – conclui o guri.
​             - Você não pode pedir a Deus para matar alguém – o repreende Marge.
​             - Sim! – diz Homer. – Você faz o seu próprio trabalho sujo.
​             Ademais, uma sensação de vazio se deu quando se alcançou o nº 677 da Avenida Antônio Emmerich. Pois a Adega Dois Irmãos não estava onde deviria estar.
​             Bem, Beto, o dono, manifestara a intenção de deixar o local.
​             Posto que a vizinhança – no caso, o pessoal que mora no prédio que fica encima de onde estava o estabelecimento – não apreciava as noitadas de sábado.
​             Noitadas de sábado que se tornaram notórias devido a dois fatores: 01º, o ambiente familiar.
​             Sim, livre de moleque. Daquele cara trouxa que bebe para ficar macho e, na hora de mostrar que tem “pelo no saco”, se tranca no banheiro e liga para o pai pedindo arrego.
​             Em 02º, um bom samba.
​             “Samba?”, deve estar questionando o mais chegado.
​             Bem, quando a música é bem executada, ela merece ser prestigiada.
​             Agora, um rock mal tocado é igual à mulher de bigode...
​             “Com mulher de bigode nem o diabo pode”, já dizia um Velho Deitado Chinês.
​             E por falar em mulher e diabo...
​             Ou a mulher do diabo...
​             O negócio é o seguinte: a história com a Adega Dois Irmãos, que era carinhosamente alcunhada de Adeguinha, começou em uma noite em que, por motivo de força maior, o Bonde Boteco teve que fechar mais cedo.
​             E, como ainda se de tinha mais sangue do que álcool nas veias, foi preciso procurar por um “lugar do caralho” – como diria o Júpiter Maçã. Onde se pudesse calibrar o fígado.
​             Assim, se chegando à Adeguinha. Onde se pôde beber uma Heineken geladinha, tomar uma dose de Salinas e comer um churrasquinho de gato.
​             Sem esquecer, é claro, o camarada que vendia brigadeiros.
​             Afinal, na madruga, é sempre bom corrigir os excessos com um pouquinho de glicose.
​             Voltando...
​             Justo nessa noite tinha a mesa das feias.
​             Sim, uma mesa cheia de barangas barrigudas, que saíram com as banhas a balangar, a fim de se ofertarem para os marmanjos manguaceiros.





​             Só que, na noite em questão, para o descontentamento delas, os marmanjos não manguacearam tanto.
​             Também teve a noite que fora precedida por uma final da Copa Libertadores da América.
​             Final em que o Palmeiras venceu o Flamengo, e, por isso, dentre um copo de cerveja e outro, só se falava da cara de bunda do Renato Gaúcho. Já que o, então, treinador da equipe carioca entrara em campo com a empáfia de quem já era o campeão.
​             Aliás, essa foi a única vez que a “bunda” do Renato Gaúcho fez mais sucesso do que a da filha dele.
​             Alguém se lembra do nome dela, por acaso?






​             Todavia, nessa noite apareceu um palmeirense com seu cachorro. Um cão que ele, literalmente, levou para beber. Já que, enquanto ele tomava uma breja, o seu companheiro se hidratava com um pouco de água.
​             Contudo, ele bebeu tanto, que teve de ser conduzido até sua casa.
​             O que não foi uma tarefa fácil. Dado que seu cachorro quase o derrubou várias vezes. Pois corria de um lado ao outro, transformando a coleira em um obstáculo.
​             Sábado após sábado, novos atores entraram em cena.
​             Dentre eles, despontando o Senhor Carlos. Um exímio bailarino que, com seu carisma, inspirava até quem não tinha pernas a dançar.
​             Sendo que um dos momentos mais marcantes foi quando o Senhor Carlos chegou com sua amiga sapatão. Amiga sapatão que, como ele disse, se tornava inconveniente em função disso. Pois não podia ver uma mulher de bobeira que jogava o “chaveco” na orelha da coitada.
​             Se fosse um homem, era machismo.
​             Mas como era uma lésbica, deve ser “velcronismo”.
​             Em todo caso, ela não era de perder a viagem. E dizia que, por falta de uma pica, tinha 10 dedos e uma língua. Podendo até improvisar.
​             Contudo, nessa noite, ela chegou mamada.
​             Sim, ela bebeu tanto, que se esqueceu de que era lésbica.
​             E foi dançar na frente da banda. Num embalo que constrangeu os músicos. Já que começou a esfregar a “chana” com o ímpeto de quem desencarde uma cueca.
​             Conclusão: antes que a coisa piorasse, o Senhor Carlos a levou embora.
​             Noite após noite, as coisas foram mudando.
​             E a banda residente foi trocada.
​             Entrando em cena o Grupo NP.





​             Um pessoal muito bacana que (Para nossa alegria!) sempre tocava “Retalhos de Cetim”, o clássico que Benito de Paula, seu compositor, lançou no álbum “Um Novo Samba”, em 1974. Que começava com os inesquecíveis versos em que, na 01ª pessoa, é feito o seguinte desabafo: “Ensaiei meu samba o ano inteiro / Comprei surdo e tamborim / Gastei tudo em fantasia / Era só o que eu queria / E ela jurou desfilar para mim”.
​             E, mais para frente, fala da dor da traição, ao dizer que “... chegou o carnaval / E ela não desfilou / Eu chorei, na avenida, eu chorei / Não pensei que mentia a cabrocha / Que eu tanto amei”.





​             Fazer o quê?
​             Até Cristo foi traído.
​             Só que ele foi traído por um barbudo xarope.
​             E a cabrocha do Benito é aquela novinha com uma bundinha nota 10.
​             Bem, essas e muitas outras histórias construíram o mito da Adeguinha.
​             Adeguinha que não acabou.
​             Só foi um pouco para longe. Para o nº 3990 da Rua São Francisco de Assis, na Ilha das Caieiras, na Praia Grande.
​             Mas, quem sabe, talvez, um dia, ela volte, com a cabrocha do Benito, para a nossa avenida.


quarta-feira, 16 de novembro de 2022

INICIATIVA 2045 - PARTE 005 - EVOLUÇÃO ESPIRITUAL E CORPORAL COMO UMA NOVA ESTRATÉGIA

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

ALIENÍGENAS DO PASSADO VERSUS ANJOS CAÍDOS: DARTH VADER

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

A REAL CAUSA DA 6UERRA ENTRE UCRÂNIA E RÚSSIA - A ARCA MENOR

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

O PARTIDO COMUNISTA CHINÊS NUNCA DERROTARÁ A FÉ

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Diário da Ilha de São Vicente – 07/09/2022 – DIA DA INDEPENDÊNCIA / 2022




​             Por volta das 09 da matina de 07 de setembro de 2022, uma multidão se reuniu em frente à Praça da Independência, em Santos, para comemorar o dia que tal localidade homenageia.
​             Mas não ali.
​             Como ocorreria às duas da tarde.
​             Dado que todos iam fazer parte de uma caravana, composta por 05 ônibus, que iria para a Avenida Paulista, em São Paulo.
​             Enquanto isso, sob uma chuva forte e fria, se esperou pelo embarque.
​             Tendo, nesse interim, a impressão de que a praça se transformaria em um terreiro. Já que uma miríade de mulheres trajadas de branco se agrupava nela.
​             Será que os “canhotas” estavam fazendo uma macumba contra os conservadores?
​             Mas eles se orientam pelo materialismo histórico.
​             Bem, coerência não está no etos esquerdista.
​             Quando se viu que, na verdade, eram enfermeiras que protestavam contra uma resolução do Supremo Tribunal Federal, que derrubou seu piso salarial, que fora sancionado pelo Presidente Jair Bolsonaro.
​             O que levou ao seguinte consenso: “Se alguém passar, não vá ao hospital. Vá à praça”.
​             Ademais, antes que a chuva fizesse com que alguém trocasse a caravana pelo terreiro... Ops! ... “pela praça”, os ônibus chegaram.
​             E, dentro do de número 05, durante a viagem, se falou de tudo que o “mainstream” chama de teoria da conspiração.
​             Tanto que se tratou dos efeitos farmacêuticos do hidróxido de sódio.
​             No site “Chemical Safety Facts”, há um texto alcunhado de “Hidróxido de Sódio”.
​             Do qual se extrai de uma seção intitulada de “Hidróxido de Sódio em Produtos Farmacêuticos e Medicamentos” a seguinte explicação: “O hidróxido de sódio é usado para ajudar a fabricar uma variedade de medicamentos e produtos farmacêuticos, desde analgésicos comuns, como aspirina, até anticoagulantes... ... e medicamentos para reduzir o colesterol”.
​             Ou seja, até aí, tem fundamento.
​             Quando o cidadão que alardeava esses efeitos contou a história de seu amigo nipônico. O qual tinha um aquário gigante. Com uma vasta variedade de peixe que, um dia, atacados foram por um fungo. Um fungo que lhes carcomeu as peles, deixando-as enegrecidas. Por fim, os matando.
​             Sem ter o que fazer, o “japa” perpetrou uma solução com o hidróxido de sódio e jogou na água.
​             E o que é que aconteceu?
​             Os peixes ressuscitaram.
​             Sim, voltaram à vida!
​             E mais: suas peles regeneraram.
​             Agora, é uma boa hora para se lembrar da canção “Thriller”, composta por Rod Temperton e lançada por Michael Jackson, em 1982.





​             Doravante, no decorrer da viagem, o papo do pessoal se tornou prolixo em reclamações.
​             Não, sem razão.
​             Mas, de tanto se queixar, uma hora, acaba a lucidez e sobra o devaneio.
​             Tanto que o mesmo cidadão que contou a história do “Peixe Lázaro”, na volta, desdenhou da Terra Plana.





​             Ou seja, por um lado, ele acredita no “walking dead pisciano”. E, pelo outro, não aceita a hipótese de que a Terra possa ter o formato de uma pizza com borda de catupiry.
​             Sem mais, o ônibus chegou a São Paulo.
​             E estacionado foi na esquina da Rua Itapeva com a Rua São Carlos do Pinhal; próximo ao MASP.
​             Então, um cara que parecia o Biro-Biro – dado que ele calçava uma peruca que lembrava a cabeleira do lendário volante do Timão – disse que o ônibus seria colocado em outro local.





​             Local que seria informado através do grupo da caravana, no WhatsApp.
​             A partir daí, sob uma chuva que variava de intensidade, se caminhou até a Avenida Paulista.
​             Onde se viu que o discurso saltara dos assentos do ônibus para cima dos trios elétricos.
​             Sem o Peixe Lázaro, é claro.
​             Doravante, também se observou o fato de que os vendedores ambulantes buscavam aquilo que as grifes de moda, por questão ideológica, preferiram ignorar: o lucro.
​             Dado que, enquanto os estilistas se preocupam com a opinião de gente que os desprezam, os informais criaram um novo mercado. Comercializando camisetas e congêneres específicos para os conservadores.
​             Pois vestir uma camiseta da CBF para ir a uma manifestação de direita é uma incoerência.
​             Afinal, uma das características do movimento conservador que está nascendo é a de ter trocado a conversa do “pão e circo” pelos livros do Olavo.
​             Apesar de que, pelo horário, um pãozinho ao lado de um galeto não era de se recusar.
​             Logo, na busca por uma refeição, se observou outra idiotice: o uso sem semancol do QR Code.





​             Visto que, ao entrar em um restaurante e pedir o cardápio, se era orientado a pegar o celular e escolher algo para comer.
​             Porra, meu!
​             Só se queria “bater uma boia”.
​             Ou seja, quem está sem celular, sem crédito, bateria ou, simplesmente, não quer ficar fuçando em um aparelho como um moleque de 05 anos fica com o estômago roncando.
​             Sem mais, se adentrou ao bairro do Paraíso.
​             E, na Rua Rafael de Barros, no Restaurante Halim, se comeu um sanduíche de kafta com babaganoush, acompanhado por uma Serramalte.





​             De barriga cheia e de volta ao palco da manifestação, se viu o quão “imbrochável” a popularidade do Presidente Bolsonaro é.
​             Tendo-se assim, a impressão de que se estava em um “Brasil paralelo”.
​             Porque a realidade alardeada pela grande mídia era uma; e a vivenciada por quem comemorava o 07 de Setembro era completamente antagônica.
​             Tanto que na faixa da bandeira brasileira da grande mídia não está escrito “Ordem e Progresso”. E sim, “Independência ou Morte”.
​             Ademais, nessa manifestação tivemos, pela 01ª vez, um trio elétrico conceitual. Sim, do Agronegócio.
​             Que, somado à ação das enfermeiras, na Praça da Independência, mostra uma tendência: a segmentação.
​             Ou seja, o conservadorismo brasileiro, aos poucos, está se transformando em um sistema.
​             Dado que um sistema é composto pela ocupação de espaços.
​             Quando se diz “espaço”, ouça “áreas de interesse”.
​             No caso, o Agronegócio defendia, dentro da sua visão, pela direita, aquilo que lhe era caro.
​             Traduzindo: pela direita, olha o pessoal que quer enriquecer enchendo a barriga do mundo todo. E, pela esquerda, delira uma cambada que quer acabar com a pobreza mantando todo mundo de fome.
​             Assim, dando a entender que, quiçá, futuramente, continuará existindo o trio elétrico do Agronegócio, existirá o das enfermeiras, dos compositores e dos “brochas”.
​             Sim, até dos “brochas”.





​             Qual é o problema?
​             Os esquerdistas também podem mudar de opinião.
​             Quando 06 homens surgiram com um caixão. Um esquife que era recheado com uma réplica do Inimigo Público Nº01.
​             E não era a do ladrão, não.
​             Já que, hoje, esse vagabundo só faz mal para o próprio fígado e para a língua portuguesa.
​             Contudo, surgiu um problema: a bateria do celular acabou.
​             Bem, sem comunicação e, consequentemente, sem saber o paradeiro do ônibus...
​             “E o tempo passa”, diria Fiori Gigliotti.
​             O que fazer?
​             “Quem tem boca vai a Roma”, diz um Velho Deitado Chinês.
​             Ou seja, “pergunta”.
​             Para tal, inicialmente, se carecia de um rosto conhecido.
​             O que, para quem está acostumado a encontrar agulha em palheiro, é algo corriqueiro.





​             Ainda mais se se nortear pela grande mídia. Que disse que na Paulista só tinha duas pessoas. Uma que fora levar o cachorro ao banheiro e um desatento que saíra para comprar pão e errou o caminho.
​             Depois, tinha que se colocar a “linha na agulha”.





​             Sim, tinha que se estabelecer um proveito em comum entre o agente e o paciente.
​             No caso, o desejo de voltar para casa.
​             Carecendo, para isso, de convencer a agulha de que o paradeiro dos ônibus – já que ela estava em um dos outros 04 – também lhe seria vantajoso.
​             O que era mesmo.
​             Posto que essa agulha também necessitava de uma bússola.
​             E, por meio do seu WhatsApp, cujo celular começara a fraquejar, soube que os membros da caravana se concentravam em frente ao MASP.





​             Rumo ao MASP, então, se notou o quão imprecisa a grande mídia é.
​             Já que tinha mais gente na avenida do que na cama da “Marmitta”.
​             E, a fim de fugir da multidão, se entrou na Alameda Rio Claro e saiu na Rua São Carlos do Pinhal. Onde, a poucos metros do MASP, se viu que o ônibus ainda estava na Rua Itapeva.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

PILOTO DA MARINHA DOS ESTADOS UNIDOS DIZ: "ENCONTREI OVNIS, TODOS OS DIAS, POR 02 ANOS!"

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

ALIENÍGENAS DO PASSADO VERSUS ANJOS CAÍDOS: 2037

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

ALIENÍGENAS DO PASSADO VERSUS ANJOS CAÍDOS: VENENO DE RATO

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

A HISTÓRIA SECRETA DA CAMPANHA DAS SOMBRAS QUE SALVOU AS ELEIÇÕES DE 2020": ASSEGURANDO O VOTO

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

GUERRA ESPACIAL INVISÍVEL: O ESQUEMA DE INVASÃO DA TERRA COMEÇOU - PARTE 007

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Diário da Ilha de São Vicente – 23/07/2022 – 193




​             Em 23 de julho de 2022, também conhecido como o Dia do Batman, o roteiro da noite estava traçado: subir em um ônibus – 136 ou 193 –, no Estradão, descer nas imediações do Shopping Praiamar, caminhar em direção ao Sesc Santos, cruzar a Praça Caio Ribeiro Moraes e Silva e entrar no Ruskin Arms – aquele da crônica alcunhada de “Casa Pública” –, com o fim de tirar o excesso de gordura do fígado com um pouco de álcool.
​             Ademais, a coisa começou em um ponto de ônibus que situado está na pracinha que fica em frente à Escola Municipal Doutor Samuel Augusto Leão de Moura – que foi mencionada no texto que se chama “Madrugada do Dia das Mães”.
​             Todavia, depois de uma longa espera, o ônibus, com o número 193 (ou, como alguns preferem, 1, 9 e 3), chegou. Sendo conduzido por uma velhinha, que era a cara da Palmirinha.





​             Até aí, tudo bem.
​             Contudo, a “veinha” dirigia devagar.
​             Lembrando uma icônica cena do filme “Sem Licença para Dirigir”, que dirigido por Greg Beeman foi. Quando Les – vivido por Corey Haim –, a fim de não chamar a atenção da polícia, devido ao fato de guiar sem a CNH norte-americana, guiava lentamente. Bem lentamente. Mentalente...





​             Ops!
​             Caramba, deu um sono, agora.
​             E, tal como na película, o ônibus foi ultrapassado por todo mundo: um carro velho, uma bicicleta, cadeira de rodas não motorizada, um caminhão de lixo e até por um cachorro, que, ainda, parou em um poste e foi embora.
​             O que dava a impressão de que a coroa saíra do estacionamento quando era adolescente e regressaria na véspera do seu velório.
​             Por falar no assunto, próximo ao Cemitério da Filosofia, a “veinha” parou, em resposta ao aceno de alguém. E “contra-acenou”, pedindo celeridade.
​             Algo irônico.
​             Um contrassenso.
​             Em todo caso, ela abriu a porta para dois indivíduos, terrivelmente, embriagados.
​             - Vai para o cais? – com dificuldade, um deles perguntou.
​             - Cais, onde? – indagou a velhota.
​             - Não sei. Que caminho você faz?
​             - Vai para a rodoviária e, depois, eu não sei. É a primeira vez que faço essa linha.
​             Então, como ninguém conhecia o seu destino, ambos concluíram que iriam para o mesmo lugar. E, por isso, os bêbados embarcaram.
​             Daí para diante, a coisa não mudou muito. Dado que a “veinha” ia se orientando pelas placas, pontos de ônibus e as informações que estavam pintadas no asfalto.
​             Quando, então, o veículo entrou na Rua Martim Affonso, e duas pessoas puxaram a cordinha, com o fim de descer.
​             Porém a anciã lhes indagou:
​             - Onde fica o ponto? Não conheço.
​             Recebendo um “Logo, ali” como resposta.
​             Doravante, em algum lugar, mais para frente, os bebuns também desceram. E, pelo que se pôde ver, deitaram na calçada e dormiram apaixonados.
​             Como diz um Velho Deitado Chinês: “Cu de bêbado não tem dono”.
​             E como diz outro Velho Deitado Chinês: “Lugar que não tem barraco é de quem passa perto”.
​             Ou seja, se alguém estiver com a “barraquinha” armada, tudo (tudo, mesmo) pode acontecer.
​             Por fim, se alcançou o Shopping Praiamar.
​             Consequentemente, se caminhou em direção ao Sesc, atravessou a Praça Caio Ribeiro Moraes e Silva e entrou no Pub.
​             Ainda a tempo de apreciar uma parte do show do cantor Nestor Briquet.
​             Nestor Briquet que, então, cantava “Every Breath You Take”, o clássico do Police, que foi escrito pelo Sting.





​             E, no correr na noite, o Senhor Briquet fez o que todo bom cantor dever fazer: cantar a música dos outros com a sua assinatura. Mas sem perverter a mesma.





​             Ao contrário, por exemplo, do que a banda Blues Beatles insiste em fazer. Ora que, ao término de um belo show...
​             Ressaltando que, até o desfecho da sua apresentação, ela é uma das melhores bandas de tributo aos Beatles da praça.
​             Porém, os seus membros parecem que não vão dormir sem, antes, estragar tudo.
​             Cara, quer gorar a sua vida?
​             Vai comer mulher feia.
​             Mas, não.
​             Esse pessoal faz uma versão ridícula de Yesterday que, se ninguém disser que se trata da criação de Paul McCartney, se pode pensar que é alguém que está sofrendo no banheiro.
​             Ademais, antes de ir para a “patente”, tem que se preparar para ela.
​             O que, no caso, se fez com um paint de Guinness e um de Ruskin Weiss.





​             Weiss que, aliás, fora servida em um weiss glass personalizado com a logomarca da casa e parecido com o Troféu da Copa do Mundo da FIFA.
​             Com o advento de um Cachopo.
​             Cachopo?
​             Um empanado, oriundo das Astúrias, em que 02 filés de vitela sanduicham algumas fatias de queijo Afuega’l Pitu e presunto serrano.
​             E que, no Pub, é feito com baby beef e provolone.
​             Mais um Ruskin IPA e um White Russian, para finalizar.
​             Sim, a bebida do Cara.
​             A qual, como ocorre na maioria dos bares e, até, em casa, careceu de uma improvisação para ser executada. Já que, por falta do licor de café...
​             Um licor que, devido à dificuldade de encontrá-lo, dá a impressão de que não é apreciado por algum membro do Supremo Tribunal Federal.
​             Ademais, ele foi substituído pelo chocolate.
​             Não alcançando, assim, o sabor original.
​             Mas dando origem a uma nova versão da bebida.
​             Que poderia se chamar de White Russian da Lola.
​             A Lola Melnick?
​             Sim! Uma russa gostosa e abrasileirada.





​             Ademais, durante a apresentação, se deduziu que o rock não é uma música para jovens. E sim, para quem não sabe que irá envelhecer.
​             O que faz com que o rock se equipare com o falso axioma do vinho: “Quanto mais velho, melhor”.
​             Uma falácia.
​             Dado que, quando caduca, ele vira vinagre.
​             Quando ao rock: ele se transforma em um hino.
​             Tanto que, quando se pareia o antigo com o contemporâneo, o último se torna tão irrelevante quanto o silêncio.
​             Fazendo com que dentre as canções que foram interpretadas, como “Comes You Are”, composta por Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, do Nirvana, e “Jeremy”, de autoria de Jeff Ament, do “Pijama”, se sinta o peso de uma carga emocional que não se percebia na época em que apareceram na programação da MTV.


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NOTÍCIAS: MANTIQUEIRA BEER FEST 2026, EM SANTO ANTÔNIO DO PINHAL

De 09 a 12 de outubro de 2026, das 11:00am às 12:00am, ocorrerá o Mantiqueira Beer Fest 2026, no Centro de Eventos de Santo Antônio do P...