Reclame 001

CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




quarta-feira, 18 de março de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: AO PREGÃO DA BOVESPA (Ao Vivo)





            BOVESPA BLUES (VULGO: AO PREGÃO DA BOVESPA)
            (Renato Pop & Mateus Duarte)
           
            Montado numa Vespa
            Ao pregão da Bovespa
            Eu chego sem dilema
            Pra dominar o esquema
           
            Da bolsa de valores
            Dos valores da bolsa
            E todo o estratagema
           
            Mas eu só vejo Dólar
            Cair como uma esmola
            No chão dum calabouço
            Distante do meu bolso
           
            Da bolsa de valores
            Dos valores da bolsa
            E de algum reembolso
           
            E sempre que o Yakisoba
            Sobre o meu prato, sobra
            Me despeço do almoço
            E volto a roer o osso
           
            Na bolsa de valores
            Nos valores da bolsa
            E sem nenhum tremoço
           
            Quando, por fim, termina
            O dia que me amofina
            Quase cravando o prego
            No caixão que carrego
           
            Na bolsa de valores
            Nos valores da bolsa
            E que jamais renego



Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*caso ainda não tenha esta obra na sua banca, click aqui, com o fim de obter desconto, ao arrematar um lote, e aumente a sua margem de lucro)

http://www.clubedeautores.com.br/book/124263--A_Quadrilha_das_Misses_Assassinas

quinta-feira, 12 de março de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: PORCELAIN TWINZ – PARTE #2 (A Indústria do Sexo)





            Em 1949, lançado foi o filme: “Um Dia em Nova Iorque”. Um musical dirigido por Gene Kelly e Stanley Donen. Que trata das peripécias perpetradas por três marujos que têm um dia de ócio em Nova Iorque. Com Frank Sinatra, no papel de Chip, Gene Kelly, como Gabey, e Jules Munshim, como Ozzie. Os quais, no qual, imortalizaram a canção “New York, New York” – de autoria de Adolph Green, Betty Comden e Leonard Benrstein – ao entoarem o refrão: “New York, New York! / It’s a wonderful town!”
            Ademais, por causa de uma frescura nominada de “Código Hays” – uma autocensura em favor da “linguagem politicamente correta” da época – a letra original não pôde ser registrada na película. E, por isso, foi alterada a parte do verso que dizia: “It’s a helluva town”.
            Em 2007, as Porcelain Twinz migraram de Portland para Nova Iorque. Saindo dos palcos de striptease para o tablado de um teatro de variedades. Para brilharem sob as luzes da ribalta do “Box”.
            Tudo graças a um convite feito por Richard Kimmel, um dos proprietários do local.
            Pois o “Box” é uma versão contemporânea do “Studio 54”. Uma vitrine para artistas de vanguarda e para um público gabaritado.
            Sem mais, a curta temporada das gêmeas foi tão proveitosa que lhes propuseram uma renovação de contrato. Só que para uma longa temporada. Que elas aceitaram.
            Doravante, no dia 12 de fevereiro de 2009, no “New York Post”, publicado foi um artigo de Dareh Gregorian, com o seguinte título: “‘Twincest’ Slap”. Relatando uma acusação feita pelas irmãs Langley contra Simon Hammerstein, o outro dono do “Box”. Através da qual se levou à Suprema Corte de Manhattan o fato de que o cujo se aproveitou de seu status para se aproveitar da dupla.
            Sendo que, inicialmente, ele exigiu uma apresentação particular. Em que as duas foram forçadas a efetuar uma felação nele e nos amigos dele. Somando-se a isso uma cadeia de estapafúrdias obscenidades.
            Consequentemente, ele seguiu seu tino de empreendedor e levou a história para o palco do “Box”. Onde elas tiveram que interagir entre si, com acessórios e com convidados.
            Quando indagadas sobre o motivo que as levou a tal submissão, disseram que criam que isso não afetaria seu trabalho. Tanto que Amber salientou: “... mas nós fizemos de um jeito bem artístico”.
            Sem mais, o nome da apresentação passou a ser “Twincest”.
            Durando até julho de 2008. Quando, segundo elas insinuaram, lhes foi exigido a execução de performances que deixariam o Marquês de Sade arrepiado. E, então, o que não tinha limite se tornou descabido.
            Logo, elas contrataram Jack Tuckner – um advogado especializado nos direitos da mulher – e levaram o show para o tribunal.
            Onde o processo ainda corre.
            Ademais, Hammerstein não se pronunciou publicamente sobre o caso.
            Entretanto, o enredo está mal explicado. Tanto que suscita algumas dúvidas.
            Será que o dito explorou a inocência de duas caipiras gostosas? Ou será que elas não desperdiçaram a chance de armar uma tocaia com o desleixo de um sujeito tarado?
            Só a justiça responderá.



Anterior
PORCELAIN TWINZ – PARTE #1 (A Arte do Burlesco)






Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? 
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*disponível nas melhores bancas e livrarias)

http://www.clubedeautores.com.br/book/124263--A_Quadrilha_das_Misses_Assassinas

quinta-feira, 5 de março de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: PORCELAIN TWINZ – PARTE #1 (A Arte do Burlesco)




            No artigo “Fantasias Sexuais de Carnaval”, do “Suplemento Feminino” do jornal “O Estado de São Paulo”, de 19 de fevereiro de 2007, abordou-se a conclusão de uma enquete feita pelo “Portal Estadão” com 923 homens. A qual apontou que 53% dos marmanjos tinham o “ménage à trois” como principal fantasia sexual.
            Um resultado que, com pequenas oscilações, se repete em pesquisas similares.
            Não podendo ser diferente. Pois o homem é polígamo por natureza. Dado que quanto mais ele procriar, mais chance terá para se perpetuar por meio de seus genes. E a safadeza é a maneira que a natureza encontrou para conduzi-lo a esse fim.
            Em 1976, em Portland, no Oregon, nos Estados Unidos da América, nasceram Amber e Heather Langley. Vindo à luz com a verve da vitória a lhes irrigar as veias. Tanto que, inda na faculdade, se notabilizaram como corredoras de fundo.
            Porém, na busca do sucesso, se excederam. Ficando, tanto física como economicamente, quebradas. O que resultou na sua separação.
            Sem mais, Heather foi tentar a sorte em Fresno, na Califórnia.
            Enquanto Amber se aproveitou do corpo esbelto, que o tempo como atleta lhe forjou, e do que restava de juventude para investir na carreira de dançaria exótica.
            Então, após hiato um sabático, as irmãs voltaram a se encontrar, quando o fracasso profissional obrigou Heather a regressar a Portland. Sendo convidada por Amber a ingressar no ofício de stripper. Assim formando as “Twin Suicide”.
            Em 1997, a dupla se embrenhou no universo do Burlesco. Com a meta de criar um estilo próprio. Criando o “Fetiche-Burlesco”. Que consiste em sair da ideia de parodiar os costumes para perpetrar performances que abordam as bizarrices sexuais. Assim, unindo os sonhos de muitos aos pesadelos de poucos.
            Quando, então, passaram a se chamar “Porcelain Twinz”. Substituindo o “S” pelo “Z”, por uma questão de numerologia. Já que queriam entrar em sintonia com a frequência do “conhecimento universal”.
            Então, no ano 2000, inaugurada foi a “Dante”. Uma casa noturna que tinha, e não deixou de ter, a proposta de promover um rodízio diário de atrações. Dentre as quais, no domingo, há o “Cabaret Sinferno”. Ou a “libertinagem retrô”. Posto que é o dia em que se trata da temática Buslesca.
            O que abriu um campo de trabalho para as Porcelain Twinz. E um “laboratório” também. Visto que, semanalmente, podiam criar e testar suas coreografias. Encontrando uma harmonia entre o seu pensamento e o desejo do público. O que lhes rendeu um êxito instantâneo. Que as alçou dos subterrâneos de Portland para o estrelato pornô. E serviu de tema para seu filme de arte erótica: “The Masked Charade”. Uma película em que atuaram como atrizes, diretoras e roteiristas. Lançada em 2001.
            Consequentemente, viraram vedetes. E, dos inúmeros eventos que o prestígio lhes proporcionou, posaram para a capa da Revista Penthouse de maio de 2001; em 2002, fizeram uma participação no filme “Auto Focus”, dirigido por Paul Schrader; e, em 2006, publicaram sua autobiografia: “Porcelain Twinz: Our Life In The Sex Indrustry”.
            Por fim, com a ideia de vagar por várias vias, derraparam na música. Quando se apresentaram com o heterônimo de “Porcelain Dollz”. E comprovaram que possuem um talento análogo; voltado para o ato de mostrar a bunda.











Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? 
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*disponível nas melhores bancas e livrarias)

http://www.clubedeautores.com.br/book/124263--A_Quadrilha_das_Misses_Assassinas

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: AO PREGÃO DA BOVESPA (Uma Aventura na Rua Quinze de Novembro)





            AO PREGÃO DA BOVESPA
            (Renato Pop & Mateus Duarte)
           
            Montado numa Vespa
            Ao pregão da Bovespa
            Eu chego sem dilema
            Pra dominar o esquema
           
            Da bolsa de valores
            Dos valores da bolsa
            E todo o estratagema
           
            Mas eu só vejo Dólar
            Cair como uma esmola
            No chão dum calabouço
            Distante do meu bolso
           
            Da bolsa de valores
            Dos valores da bolsa
            E de algum reembolso
           
            E sempre que o Yakisoba
            Sobre o meu prato, sobra
            Me despeço do almoço
            E volto a roer o osso
           
            Na bolsa de valores
            Nos valores da bolsa
            E sem nenhum tremoço
           
            Quando, por fim, termina
            O dia que me amofina
            Quase cravando o prego
            No caixão que carrego
           
            Na bolsa de valores
            Nos valores da bolsa
            E que jamais renego





Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*caso ainda não tenha esta obra na sua banca, click aqui, com o fim de obter desconto, ao arrematar um lote, e aumente a sua margem de lucro)

http://www.clubedeautores.com.br/book/124263--A_Quadrilha_das_Misses_Assassinas


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: IMPERFEITO AMOR (O Canto da Gaita Galega)








Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*disponível nas melhores bancas e livrarias)

http://www.clubedeautores.com.br/book/124263--A_Quadrilha_das_Misses_Assassinas


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

À BRASILEIRINHA (O Ensaio de Lola Melnick para a Playboy)

            “Você gosta de foder gostoso?” – é a primeira pergunta que, com um respaldo constitucional, todo homem deveria ter a obrigação moral de fazer a uma mulher. Com a finalidade de economizar tempo, lábia e dinheiro. E também para que, em havendo uma desonestidade da cuja, ele seja indenizado; e, assim, disponha de recursos para uma futura investida.
            Não se perpetrando, por tanto, o que ocorreu com Lester Burnham – vivido por Kevin Spacey – em “Beleza Americana”. Que, no drama – dirigido por Sam Mendes e lançado em 1999 –, mudou de vida, para se relacionar afetivamente com Angela Hayes – interpretada por Mena Suvari. Uma adolescente que se gabava de ser uma “vadia”. Mas que, na prática, se confrontada fosse por uma pica, seria capaz de enfiá-la na bunda (o que não seria em nada ruim, se ela manjasse do assunto).
            Ademais, enquanto a clarividência for o único caminho para a alma feminina, o cinema continuará tendo a obrigação de torná-la menos subjetiva. Já que a sétima arte sempre se encarregou de explorar o tema. E, com isso, demonstrou que, na mente da mulher, o sexo funciona como uma espécie de terapia. Pois ele divide as fêmeas em dois grupos: o das que usam a cama para ganhar a vida e o das que a utilizam dela para não desperdiçar a mesma.
            Logo, no filme “Romance”, de 1999, a diretora Catherine Breillat levou à tela a história de uma mulher que se compraz em se satisfazer sexualmente.
            Contrastando com “Sexo por Compaixão”, de 2000. Em que Laura Mañá conduziu o enredo que trata de uma mulher que se alegra em suprir a carência sexual alheia.
            E, por fim, conclui-se o silogismo conceitual com “Ninfomaníaca / Volume 1 e 2”, de 2013. Em que Lars Von Trier transformou em arte a tragédia da mulher que se condena por fazer as duas coisas; quando não ao mesmo tempo, pelo menos, por dar no momento em que cria ser certo receber ou por receber na hora em que deveria ser solícita. ​
            Todavia, um indício se terá de que a alma feminina deixou de ser um mistério quando a TV aberta tiver o despudor de veicular um programa como: “Você Quer Trepar Comigo?” Em que, incialmente, alguns casais se dividirão entre machos e fêmeas. Depois, em ambientes distintos e incomunicáveis, através de uma série de perguntas – em que se abordará, por exemplo, uma preferência ou não por escatalogia – amealharão pontos, até que sejam reconfigurados ou não os pares, por meio da acusação dos menos díspares. E, então, cada qual dos campeões receberá a chave de um quarto de motel. Onde o macho fará à fêmea a pergunta que dá razão ao programa. Quando, com um “fade out”, a atração se encerará, deixando a indagação no ar.
            Contudo, o elo que ata o desejo à realidade continua restrito à ficção. Como se vê na edição de Nº 475 da Playboy de dezembro de 2014. Na qual, o fotógrafo Gerard Giaume trabalhou com o mote da mulher que se contenta em ser a benesse do poder. E não se importa em só servir para inflar o ego e a calça daquele que está no topo de uma hierarquia, contanto que ele lhe ofereça uma forma de sobrevivência.
            Dado que, no cume de um morro – ou seja: do acidente geográfico e “social” que caracteriza qualquer paisagem praiana –, a russa Lola Melnick, que é a estrela do mês, encarna a mulher de um traficante.
            A qual tem, debaixo de suas angelicais madeixas, uma pele única; que, como uma esponja, absorve os mais sórdidos anseios.
            E que, depois, aos poucos, um pouco dessa lubricidade alambica.
            Já que, inicialmente, junto às rochas de uma praia, Lola doura as tetas maternais e as mundanas nádegas sob um Sol atrevido. Que, embora não lhe penetre nas cavidades, as mantêm úmidas e aquecidas.
            E, em seguida, outro tanto ela destila a bordo de um veleiro. Onde protagoniza um pôster que merece um lugar de destaque na parede do aposento de qualquer sujeito solipso. Visto que, nele, grudada ao mastro, ela se espicha como uma (recém-pescada) “truta”. E, assim, exibe uma vagina apetitosa e pelada.



https://www.sexlog.com/campaign?partner=3325370

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Da Série "Sonetos Para a Juventude": SEUS PIERCINGS

            Foi durante a ressaca dum Natal
            Que você me afogou com sua doce alma
            Ao me pregar um beijo sem igual
            Que, logo, me acordou da paz mais calma

            E ascendemos ao afã dessa emoção
            Na hora em que seus piercings se entortaram
            E sob as intempéries da aflição
            A minha pele quase perfuraram

            E, assim, de tanto e tanto transpirar
            Então demos adeus a nossas vestes
            Deixando nossos corpos a pingar

            E, enquanto vi você servir de andor
            Aos poucos, me perdi pelos meandros
            Da rota torta e sem volta do amor

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: ORAÇÃO DO PESCADOR (Uma Ode à Sereia de Água-Doce)





            ORAÇÃO DO PESCADOR
            (Mateus Duarte & Eduardo Knaip)

            Um dia, me perdoará
            O que não nadará
            O peixe que, na panela
            Ao molho, virá a jazer
            E, na chama, se aquecer
            Para, aos verdes olhos dela
            A ruiva que quero amar
            Um banquete se tornar
            Tornando-a muito mais bela

            Já que só se pode ver
            Já que só se pode ter
            Aquilo que se modela

            Um dia me perdoarei
            Pela vida que tomei
            Do meu Rio Jurubatuba
            Num instante de torpor
            Para à solidão me opor
            Sob um céu que se desnuda
            Sobre o sonho de um ateu
            Que, por egoísmo, sou eu
            E, por isso, me amiúda

            Já que só se pode ver
            Já que só se pode ter
            Aquilo que se procura

Financie o Mochileiro Místico

https://apoia.se/mochileiromistico

CUCARACHA'S BURGER - PARTE 002

CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade 04 de março de 2023