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CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




quarta-feira, 5 de abril de 2023

JÁ COMEÇARAM AS GUERRAS ESPACIAIS PELA TERRA

quarta-feira, 29 de março de 2023

Diário da Ilha de São Vicente – 10/03/2023 – O AMOR VENCE TODAS AS COISAS

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​             No dia 10 do mês de março de 2023, a noite chegou mais cedo. Dado que o céu da tarde de sexta foi tomado por nuvens que tinham os 50 tons de cinza.
​             Um “repeteco” do que ocorreu em 19 de agosto de 2019.
​             Conquanto que, ao contrário do que se dera, o “consórcio da grande mídia” não atribuiu isso às queimadas que acontecem na Amazônia.
​             Ora que, à época, o “consórcio” disse que a incineração da floresta amazônica era parte de uma política de estado. E embasou seu argumento com o fato de que as girafas da Amazônia viraram churrasco.


​             #LiveGiraffesMatter


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​             Mas, graças às infalíveis urnas eletrônicas, para alívio das girafas, o Presidente Jair Bolsonaro não mais no cargo está.





​             Ademais, no Estradão, tal como outrora, uma chuva, cuja densidade se assemelhava com a de um véu, transformou os faróis de cada veículo em distintos orbes.
​             E, assim, se esperava por um ônibus que fosse para o centro de Santos.
​             Quando, com a morosidade de um Eduard Bohlen, o 153 se aproximou.





​             Todavia, em seu interior, pingava mais do que do lado de fora. Posto que o ar-condicionado estava entupido.
​             O que não era novidade.
​             Pois o transporte público de Santos é um exemplo de ineficiência.
​             01º, porque é caro.
​             Sim, é um dos mais exorbitantes do Brasil. Podendo, facilmente, ser alçado ao 01º posto se se levar em conta o tamanho da Ilha de São Vicente.
​             No caso, de metade da ilha. Já que o transporte de Santos não atende a São Vicente.
​             02º, porque tem menos veículos do que a população necessita.
​             Descontando, é claro, o fim de semana. Quando a frota é reduzida. Pois a prefeitura ignora o fato de que além dos nativos têm os turistas; sim, o pessoal que traz dinheiro para a cidade.
​             03º, porque, por falta de veículos, as viagens não têm fim.
​             Dado que cada ônibus dá mais volta do que espermatozoide em cu de veado. Visto que o cujo não sabe o motivo de não encontrar o útero. Quiçá, devido a um resquício da “manguaça” de quem o expeliu ou por ter entrado pela garganta.
​             “Que mulher nojenta que será a minha mãe”, ele deve pensar.
​             Aí, aparece uma feminista e diz: “Que espermatozoide machista! Por que é que a culpa é só da mãe?”
​             Bem, ao se chegar ao Terminal Rodoviário, se testemunhou uma ocorrência inusitada: a Plataforma A estava inundada. Evitando o tráfego de quem queria sair ou ir para as outras.





​             Então, para ir à Praça José Bonifácio, se teve que improvisar; entrando no ônibus de número 42.
​             O que não ajudou.
​             Já que a Avenida São Francisco se transformou em um rio de barro.
​             Graças a uma lamaceira que escorria do Morro de Monte Serrat e passava por dentro de loja, concessionária e o que mais encontrasse em seu caminho.
​             Como opção para o desembarque tendo, na Avenida Senador Feijó, o ponto que fica perto do Posto de Bombeiros. Que, por não estar em uma depressão, não estava sob a água.
​             O que pouco adiantou.


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​             Ora que se teve que enfiar o pé... Ou pior, a perna na água. E, como um cego, tatear o piso com o guarda-chuva, a fim de não cair em um bueiro.
​             Bem, cumprido os compromissos, era hora de voltar.
​             Para tal, indo ao ponto, que fica próximo à esquina da Rua Braz Cubas com a São Francisco, com o fim de esperar por um ônibus que fosse para o Estradão.
​             O que foi inútil.
​             Porém, imperceptível.
​             Ora que, durante a espera, deu para se entreter com o recheio da calça legging que uma bunduda usava. Uma calça que lhe entrava pelo rego e... Bem, fazia pensar em mais uma coisa molhada.





​             E, aqui, tem-se que dar os parabéns para o “malaco” que tirou o fusô do balé, mudou seu nome e criou uma nova fantasia feminina: a de mostrar a bunda, sem tirar a calça.
​             Ademais, como a água tinha baixado, uma vontade veio à tona: a de beber um chope IPA geladinho, no Bonde Boteco.
​             Logo, se foi para o Terminal Rodoviário.
​             Terminal Rodoviário que se normalizara.
​             Por isso, se fez o de sempre: esperar.
​             E, durante o aguardo, chegou a molecada do Camps.
​             Toda descalça.
​             Sim, a molecada preferia correr o risco de cortar o pé e contrair uma leptospirose ou coisa pior do que molhar um par de tênis vagabundo.
​             Então, como a coisa não progredia, optou-se por improvisar.
​             Indo para a “Linha Fúnebre” – o 184.
​             Que em seu itinerário tem o Cemitério da Areia Branca – o ponto mais próximo do Estradão.
​             E, assim, se enfrentou um aperto.
​             Depois, a coisa afrouxou, ao passar pelo Cemitério da Filosofia.
​             Onde as pessoas foram descendo, descendo, descendo, até que tudo se acalmou.
​             Permitindo que se pudesse sentar e relaxar.
​             Sendo que, nesse interim, se viu que, à frente, havia uma mulher que também se sentiu à vontade. Tanto que prendeu a cabeleira castanha e baixou a blusa, desnudando os ombros.
​             Com isso, se pode ver que, do lado esquerdo de suas costas, tinha a gravura negra de um coração.
​             E, quando ela baixou ainda mais a veste, ao lado do coração uma frase se leu.
​             Bem, “ler” é quase um eufemismo.
​             Dado que o tatuador, provavelmente, faltara à aula de caligrafia.
​             Ademais, depois de “queimar a retina”, se deduziu que dizia “Amor Vincit Omnia”.
​             “O Amor Vence Todas as Coisas”.
​             50% de um verso da “Bucólica 10” do poeta romano Públio Virgílio Maro. Ora que o restante é “Cedamos nós ao amor”.
​             Mas por que é que ela tatuou um verso em latim?
​             Quiçá, porque o confundiu com um provérbio.
​             Ou, talvez, para testar os homens.
​             Saber se o cara é polivalente.
​             Sim, se o cujo é capaz de comer a bunda dela e gemer em outro idioma ao mesmo tempo.
​             Em todo o caso, ela olhou para a janela, com o fim de ajeitar o cabelo, e não gostou de ver, pelo reflexo, que tinham alguém lhe xeretando a cacunda. Por isso, ergueu a blusa, se levantou com brusquidão, puxou a cordinha e abandonou a condução.
​             Por que será que ela ficou brava?
​             Por que alguém leu o verso sem enfiar o pau na bunda dela?


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quarta-feira, 15 de março de 2023

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