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CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




quarta-feira, 27 de maio de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: MEDUSA (Uma Ode Aos Olhos de Maysa)






            MEDUSA
            (Mateus Duarte & Vuldembergue Farias)
           
            Sua mente é uma cidadela
            Ornada pela beleza
            Singela como aquela
            Que se vê na Medusa
            Que trava o tempo
            Congelando o corpo
            E qualquer certeza
           
            Sua virtude / A vaidade
            A verdade que ecoa
            Pois é a deidade
            Que coroa a fantasia
           
            Na carta da Torre
            A sina se lê / A sorte corre
            Àquele que foge / Mas, mesmo longe
            Não se esconde de você / Pois, quer-te ter
           
            Ter-te por quê? / A troco de quê?
            Do sonho de Zorba, o grego?
            Apego cego?
            Um ego sem fim?
           
            Ou seja, o ensejo
            De um sobejo imerso
            No verso do escudo de Minerva
            Onde, observa-se o seu destino




Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*caso ainda não tenha esta obra na sua banca, click aqui, com o fim de obter desconto, ao arrematar um lote, e aumente a sua margem de lucro)

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: CINE ARTE POSTO 4: ATÉ A ETERNIDADE




            No início da primavera de 2012, o Cine Arte Posto 4 exibiu “Até a Eternidade”. Uma película francesa que foi lançada em 2010 e é dirigida por Guillaume Canet. E que se caracteriza por seu ritmo. Já que, embora tenha quase três horas de duração, ela não entedia seu espectador. Pois, a cada cinco minutos, ela é pontuada por um evento.
            Todavia, o enredo da trama nasce de um aspecto fundamental do design social vigente. Um aspecto fortalecido pela fragilidade dos valores que servem de estrutura para a “Família Nuclear”. Ou seja, a lealdade. Que faz com que, por um instinto de sobrevivência, o indivíduo se junte a um bando maior. Aglutinando-se em grupos de amigos, numa forma de reeditar a “Família Patriarcal”.
            Algo que é incentivado pela “Comunidade Gregária Mor” – o “Estado”. Que, com suas leis, detona a privacidade daquele que está dentro de suas fronteiras e o coage a preservar a própria existência ao obrigá-lo a executar uma simples tarefa: pagar impostos.
            Tudo, pois a família se perpetua através do sangue. O qual vem sendo diluído desde o advento da Família Nuclear. Em um fenômeno que pode ser medido por meio da desvalorização do sobrenome. Enquanto as amizades se perdem no momento em que os círculos cognitivos se rompem. Com isso, enfraquecendo o cidadão e transformando-o em um dependente do Estado.
            Um Estado que, assim, assina seu epitáfio. Já que, como um corpo, terá que amputar cada membro doente ou apodrecerá, até não suportar o próprio cheiro.









Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? 
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: MEIO MANCO (Nos Barrancos de Barretos)





            MEIO MANCO
            (Mateus Duarte & Ciro Carvalho)
           
            Inda sinto o gosto
            De sal e tequila
            Que me roçou o rosto
            Numa longa fila
            De beijos frisantes
            E oferta de couro
            Uns minutos antes
            Deu trepar no touro
           
            Não fujo do tranco
            Encaro essa bronca
            Saio meio manco
            E não perco a panca
           
            Eu me atraco ao touro
            Numa eterna briga
            Que acaba em suadouro
            E quase periga
            Deu quebrar o bicho
            Pois treino na cama
            Com gana e capricho
            Sobre uma árdua dama
           
            Não fujo do tranco
            Encaro essa bronca
            Saio meio manco
            E não perco a panca
           
            Eu me agarro à fama
            Quando, então, me acena
            A fã que se inflama
            Enquanto, na arena
            Pelo olhar do touro
            Sei que com pujança
            Aguarda o vindouro
            Dia de sua vingança
           
            Não fujo do tranco
            Encaro essa bronca
            Saio meio manco
            E não perco a panca






Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

MEMÓRIAS DE UMA NOITE NÃO DORMIDA (O Ensaio de Nuelle Alves para a Playboy)

​             No History Channel, tornou-se corriqueiro ver, por meio do programa “Caçadores de Relíquias”, Frank Fritz e Mike Wolfe cruzarem os Estados Unidos da América em busca dos objetos que fizerem parte da história. Coisas que, de tão comuns, praticamente, eram invisíveis às pessoas de seu tempo. E que, hoje, devem seu valor ao fato de serem fragmentos do rastro que a humanidade deixou pelo caminho.
​             Os quais são comercializados pela dupla no “Antique Archaeology” – um antiquário situado em Nashville, no Tennessee.
​             Tudo porque, através de uma estratégia eficiente de marketing, eles adoçam o interesse de eventuais compradores, ao transformarem os produtos que foram os “coadjuvantes” de outrora em “protagonistas” da era vigente, em escala mundial.
​             O que, com a ausência desse glamour televisivo, ocorre na Praça dos Andradas, no “Centro Histórico de Santos”. Onde quatro das cindo bancas, que lhe delimitam o perímetro, se dedicam à comercialização da história. Vendendo revistas e livros que, em geral, saem banca excedente, atravessam o tempo e, travestidas de quinquilharia, retornam à sua origem.
​             E, justamente, diante da banca que se coloca entre o passado e o futuro é que se ouviu de um incauto o seguinte comentário: “Não é por falta de bunda que essa uma vai morrer solteira”, enquanto o dito admirava a capa da edição de Nº 477 da Playboy de fevereiro de 2015.
​             Com tudo, porém, se iniciando no fato de que, pela terceira vez, Fred Othero fotografou uma mulher que se tornou um subproduto de si. Como o fizera com Natalia Inoue, em setembro de 2014, e Vanessa Mesquita, em julho de 2014.
​             Pois Nuelle Alves, a estrela do mês, ficou conhecida ao dar vida a Candinha, no programa “Domingo Show”, da Rede Record. E se aproveitando disso, e de ser um ente tridimensional, converteu as suas benesses físicas em uma nova fonte de renda.
​             Já que (das três dimensões – o comprimento, a largura e a altura) a foto é uma representação em que vinga uma significativa perda de informação.
​             Um prejuízo que é remediado pelo talento do fotógrafo.
​             Que, no caso, ressaltou as nuances de Nuelle ao transfigurá-la em uma pin-up.
​             E cujo começo se dá em um sobrado situado no bairro da Consolação, em São Paulo. Onde, até então, funcionava o Otto Bistrot. Um restaurante que fora decorado com motivos domésticos intensos; que surtiam no freguês o desejo de residir sob o seu teto.
​             Sob o qual reside o personagem que Nuelle interpreta. Que, como uma dona de casa exemplar, finaliza seus afazeres, tal qual a Dona Florinda, com os cabelos cheios de bobes e livrando o leito das memórias de uma noite não dormida.
​             Antes, porém, ela dá início às atividades, afrontando as teorias de Newton. Já que os bicos das suas tetas leiteiras não a acompanham ao se mesurar para inclinar a chaleira que usa para regar as plantas.
​             Consequentemente, a cuja continua na sua tarefa de outorgar ao lar o esmero que dedica a si, limpando os vidros, se agachando, arregaçando as reentrâncias, e ficando de quatro, com o fim de escovar o rejunte do porcelanato.
​             Tudo, sempre, com as mãos protegidas por luvas de látex. Mantendo, assim, a “sedosidade” que as faz deslizar pela genitália de seu senhor com a perícia de um prestidigitador.
​             Doravante, como uma puta, ela transpira ao lavar a louça. A fim de que seu senhor aprecie sua assepsia. E, como a uma cadela, lhe recompense com prazer. Exercendo sobre a sua bunda a autoridade que nenhuma diarreia tem. Assim, suprindo a expectativa que a faz se debruçar sobre a pia, com o rabo empinado, e esperar que uma breve brisa lhe sane a saudade.
​             Depois, para não sujar algum copo que lavara, ela se lembra do quão é submissa, ao se ajoelhar e se hidratar na torneira de um filtro de barro, que jaz sobre uma bancada.
​             Consequentemente, materializando, em termos, esse anseio, quando o desejo de ser comida à comida migra, e ela come um suspiro, um morango e se lambuza com uma calda de creme de leite e leite condensado.
​             Por fim, Nuelle volta à realidade, ao ficar novamente de quatro e encerar o assoalho de madeira. Um piso que se estende ao cume de uma escadaria, que desemboca no pavimento principal da casa.
​             Onde, inicialmente, ela se vale de um gostoso banho para tirar o cheiro da labuta e ficar apta a se banhar com o suor de seu senhor.
​             Em seguida, com as madeixas enroladas nos bobes, ela usa a máquina de costura para ajustar a roupa que logo tirará. E, para esse momento, com uma tesoura para unha, depois, apara os pelos que, como brotos de agave-azul, junto à sua vagina, que tem um aspecto de arado, crescem.
​             Então, ela pega o telefone e vai para a cama. Onde, enquanto recolhe os pentelhos, pretende ligar para o seu senhor e dizer que está pronta para satisfazê-lo e devolvê-lo para a família, antes que o dia acabe.



quarta-feira, 22 de abril de 2015

Coluna GALLERY: MUSEU PELÉ (Roteiro do Reclame que Ninguém Viu)

INT – MUSEU PELÉ – DIA

FADE IN

Panorâmica do interior do museu.

Letreiro: Museu Pelé, Santos/SP.

FADE OUT

INT – MUSEU PELÉ (PAREDE COM FOTOS) – DIA

FADE IN

PELÉ caminha, em companhia de um DIRETOR, vistoriando as fotos que estão penduradas na parede.

                                                           PELÉ
                        Essa ficou boa.

                                                           DIRETOR
                        Ficou mesmo.

Quando PELÉ se depara com MARADONA, que também observa as fotos.

                                                           PELÉ
                        Você, aqui?

                                                           MARADONA
                        Sí.
                                               (se vira para a câmera)
                        Si yo puedo venir, porque no vienes usted?
                                               (ZOOM IN / CLOSE)
                        Entende?

FADE OUT

FADE IN

Logomarca do Museu Pelé.

                                                           NARRAÇÃO
                        Museu Pelé.


FADE OUT



Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"? 
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.
 
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: BALADA BRASILEIRA (Uma Ode à Pilantragem)





            BALADA BRASILEIRA
            (Henriques & Mateus Duarte / Voz: Dany Yssoh)
            
            Uma “breja” pra degustar
            Uma mulher pra paquerar
            Uma canção pra acompanhar
            Uma boca pra então beijar
           
            Invadindo uma história
            Cujo enredo é incerto
            Antes que o Sol venha a raiar
           
            Mudando qualquer destino
            Que um dia tenha sido escrito
            Antes que o Sol venha a raiar
           
            Uma cama pra balançar
            Uma mulher pra dominar
            Uma noite pra transpirar
            Uma hora pra então gozar
           
            Se atendo a todo contorno
            Duma pele bronzeada
            Antes que o Sol venha a raiar
           
            Marinando o mel da carne
            Nos fluídos do desejo
            Antes que o Sol venha a raiar
           
            Uma amante pra idolatrar
            Uma outra vez pra combinar
            Uma cerca pra então pular
            Um marido pra despistar
           
            Correndo por um asfalto
            Que se estende a cada metro
            Antes que o Sol venha a raiar
           
            Em busca de outra história
            Para a qual não há convite
            Antes que o Sol venha a raiar



Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.


 

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FRENTE FLÁVIO BOLSONARO - THE IRISH LIGHT: DOENÇA CARDÍACA EM CRIANÇAS EXPLODE DESDE A VACINA

Grupo do Comitê Independente da Frente Flávio Bolsonaro no MeWe - Deus, Pátria, Familia e Liberdade.