A
atração pela bunda é um resquício do elo que se perdeu entre o homem e as
demais espécies de primatas. Dado que a fêmea do macaco tem a vagina inclinada
para trás. Assim, tornando-a propensa a ser examinada pelo macho. Que é estimulado
a acasalar, logo que detecta nela dois aspectos: o inchaço e a vermelhidão.
Tal
qual acontece, sem tanta intimidade, com o espécime humano.
Já
que, em função de um cacoete genético, ele transferiu para as nádegas a função
comunicativa da vagina.
E
assim, após apreciar o “cartão de visitas” da mulher, o homem opta por adquirir
um preservativo ou contratar um advogado, depois de nove meses.
Posto
que o termo “dar a bunda” não passa de um pastiche de eufemismo. Pois a cuja
nunca a “dá”. E sim, faz um investimento de longo prazo. Avalizado pela ideia
de que o coito interrompido é tão seguro quanto uma roleta-russa.
Por
isso, o “culto poiseiro” se tornou um apodíctipo instrumento de “alpinismo
social”.
Que,
em função disso, descambou para a produção de uma subcultura indigesta.
Em
que se alardeia algo como o samba-enredo da Império Serrano, que venceu o
carnaval do Rio de Janeiro de 1982. Cuja autoria é de Beto Sem Braço e Aluísio
Machado. E em cujo refrão tem um verso que diz: “Bumbum paticumbum prugurundum”.
Que, em verdade, não se refere ao buzanfã. Pois é uma onomatopeia da batida que
cadencia o ritmo do samba.
E
que, ao passar pelo intelecto do cidadão mediano brasileiro, não redundou em
outra coisa que não fosse “bunda”.
Mas
que também resultou em obras notáveis. Como o blues “Bunda Boa”. Que foi
concebida por Paulo de Carvalho e faz parte do álbum “Ninguém Beija Como as
Lésbicas”, da Banda das Velhas Virgens, lançado em 2010. Onde o tema foi, verdadeiramente, abordado através do
seguinte texto: “E onde quer que eu vá / Estou sempre atrás de um drink / E de
uma bunda boa / Adoro um carteado e whisky / Mas não resisto a uma bunda boa”.
Até
redundando em anedotas infames.
Como
aquela em que se pergunta: “O que é que o pinto falou para a bunda?” E se
responde: “Não me pede dinheiro, que eu tô duro”.
Chegando,
por essas e por outras, ao “Miss Bumbum Brasil” (vulgo “Miss Bunda”). Um
concurso em que se aferi a beleza calipígia da mulher brasileira. E é promovido
pela Concorrência 1 Eventos e Promoções, desde 2011.
12 – Debora Santos, pelo Paraná.

20 – MC Sexy, pelo Rio de Janeiro.
A qual tem 37 anos e é cantora. Mas que, como é de praxe, se notabilizou em outra mídia. Pois foi capa da Revista Sexy, em maio de 2013.

07º – Natasha Morrone, por Mato Grosso.

15º – Luciana Beltrame, pelo Amapá.

E, assim, com o terceiro lugar ficou a MC Sexy. Que também recebeu, em função da reputação cultivada junto às colegas de emulação, o título de “Miss Bumbum Simpatia”.

Com a segunda colocação ficou Danny Morais. A qual que, em virtude do seu desempenho na internet – em que atuou como uma cronista da própria sina –, laureada foi com a faixa de “Miss Bumbum Revelação”.
E com o primeiro posto ficou Érika Canela. Que apresentou uma bunda capaz de tirar qualquer marmanjo do sério. Digna de fazê-la ser a garota-propaganda de uma marca de KY.

Após o sucesso amealhado no Miss Bunda, Rosana Ferreira se tornou capa da Revista Sexy, em janeiro de 2013.
Como garota-propaganda da Pit Bull Jeans, em 2014, Dai Macedo passou a se exibir, calçada com uma calça de brim, em um “merchan” da marca, no “Programa do Ratinho”, no SBT.
Na primavera de 2012, o Cine Arte Posto 4 exibiu “My Way – O Mito Além da Música”. Um filme francês que foi lançado em 2012 e é dirigido por Florent-Emilio Siri. E trata da vida de Claude François. Um artista que atingiu o auge de sua carreira ao compor 50% de “Comme d’Habitude”. Escrevendo uma letra para a melodia criada por Jacques Revaux. Que, por Paul Anka, viria a ser convertida em “My Way”.
Dm7 Em
Dm7 Em
Dm7 Em
B7M A7M/11+
Dm7 Em
Dm7 Em
Ademais,
no dia 09 de novembro de 2016, será eleita a nova dona da garupa mais
importante do país. Com a primeira fase, aberta ao voto popular – no site
oficial do evento: www.missbumbumbrasil.com.br
–, sendo encerrada no dia 17 de outubro do mesmo ano.
E
dentre as candidatas estão:
A
qual tem 30 anos e é modelo. E é conhecida por ser a atual musa do time do
Figueirense.
Doravante,
Ana é atriz pornô e tem 27 anos. Tendo atuado em produções como “Doce Desejo”, “Revelações
Indiscretas 3” e “Vestida para Transar”.
Sendo
que essa Ana tem 38 anos e é atriz. E foi capa da Revista Sexy, em maio de
2009.
A
qual é modelo e tem 18 anos.
Todavia,
Bruna tem 38 anos e é empresária. E ao seu charme se soma o fato ter como
adversária a sua filha, Eduarda Moraes.
Sendo
que Cássia é modelo e tem 26 anos. E ganhou notoriedade por ter, no dia 05 de
fevereiro de 2014, desfilado pela Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu,
antes de um jogo em que o Corinthians foi batido pelo Bragantino, por 0 a 2,
com a sua nudez coberta apenas por uma pintura, que reproduzia o uniforme do
Timão.
Que
é afilhada de Rita Cadillac e tem 33 anos. Todavia, tendo sido capa da Revista
Sexy, em agosto de 2016, e atuado em filmes como: “Meu 01º Anal”, “Anal dos
Sonhos” e “Cavalas Selvagens”.
A
qual tem 26 anos e é dançarina. E é célebre por ter sido a Musa do Amapá no
concurso de Musa do Brasil, em 2015.
Todavia,
Daiana também é dançarina; mas tem 30 anos. E deve sua fama ao fato de ter
feito parte do corpo de bailarinas da banda Aviões do Forró.
Que,
com 21 anos, igualmente, ganha a vida dançando. Mas que, em novembro de 2014,
sob a alcunha de Danny Pimentinha, foi capa da Revista Private.
A
qual é modelo e tem 27 anos.
12 – Debora Santos, pelo Paraná.
Sendo
que Debora tem 26 anos e é dançarina. E, em 2015, foi a musa do Atlético
Paranaense.
Todavia,
Eduarda é modelo e tem 19 anos. E tem como coringa – não em sua manga; pois
está quase nua – o fato de ter entre os obstáculos, rumo ao título, o principal
motivo de ter vindo ao mundo: a bunda de sua mãe – que pertence a Bruna Ferraz.
A
qual tem 25 anos e é modelo. Mas cujo renome ganhou por outro tipo de
exposição. Já que, em 2015, foi a rainha do carnaval, em Presidente Prudente,
e, no carnaval de 2016, desfilou pela Vai-Vai, em São Paulo.
Que
é técnica em segurança do trabalho e tem 30 anos.
A
qual tem 27 anos e é cantora. Mas é conhecida por ser a filha da Gretchen.
Todavia,
ela é advogada e tem 39 anos. E, em 2015, foi a musa do Cruzeiro.
A
qual tem 27 anos e é apresentadora de TV. Sendo que já foi adversária de Kelly,
ao ter sido a musa do Atlético Mineiro, em 2015.
Todavia,
Luciana é modelo e tem 26 anos. E, em outubro de 2015, fez um ensaio
fotográfico como motivos vintage para o site “Garota Pinup”.

20 – MC Sexy, pelo Rio de Janeiro.
A qual tem 37 anos e é cantora. Mas que, como é de praxe, se notabilizou em outra mídia. Pois foi capa da Revista Sexy, em maio de 2013.
Sendo
que Natasha é nutricionista e tem 23 anos. E dá visibilidade a uma das
deficiências da competição: a incoerência. Pois ela afirmou jamais ter pisado
no Estado que defende.
Todavia,
ela tem 25 anos e é projetista.
A
qual é estudante de estética e tem 26 anos. E atuou no quadro “Teste de
Fidelidade”, do programa “Te Peguei na TV”, da Rede TV. Também tendo sido a
campeã, pelo time do Cruzeiro, do concurso “Musa das Torcidas do Brasileirão 2014”.
Todavia,
Pâmela tem 31 anos e é modelo.
Sendo que Rachel é técnica em radiologia e tem 21 anos.
Que
tem 34 anos e é cantora. Tendo, como musicista, o clipe da sua música de
trabalho, um tecnobrega chamado “Mamãe Passou Pimenta”, disponível na internet.
A
qual é modelo e tem 18 anos. E pode ser apreciada, mantendo a forma, no reality
show “Fitness Girls”; em exibição no Youtube.
Como
finalistas tendo:

07º – Natasha Morrone, por Mato Grosso.

15º – Luciana Beltrame, pelo Amapá.
Conclusão:
No
dia 09 de novembro de 2016, nas dependências do La Fiesta – uma casa noturna
situada no bairro de Vila Olímpia, em São Paulo –, realizada foi a 6ª edição do
“Miss Bunda Brasil”. Um concurso que se traduz no principal paradoxo da
sociedade brasileira. Pois, se pelo “underground” ele foi aclamado como uma
expressão de sua cultura, pelo “mainstream” ele foi, praticamente, ignorado. Já
que a mídia tem por etos mostrar a bunda de todo jeito. Faltando apenas
apresentar uma colonoscopia em horário nobre. Enquanto que a pronúncia da
palavra “bunda” lhe é o pior dos pesares.
Ademais,
a busca pelo rabo Nº 1 da nação se deu através de três exigências:
Primeiro:
a sua performance em traje de banho. Ou seja, o seu desempenho sobre o principal
palco do cotidiano: a praia. Onde, desde a infância, o homem saca que o pudor
não passa de uma convenção. Dado que é o local em que a mulher não se despe por
formalismo. Valendo-se de um trapo enfiado o rego para cobrir um local em que o
Sol não bate.
Segundo:
a sua performance em traje de gala. Visto que a boa bunda não se acanha sob um
vestido.
Em
terceiro: a graciosidade esbanjada durante o evento. Pois o ideal é que a boa
bunda pertença a uma mulher que não a desabone.

E, assim, com o terceiro lugar ficou a MC Sexy. Que também recebeu, em função da reputação cultivada junto às colegas de emulação, o título de “Miss Bumbum Simpatia”.

Com a segunda colocação ficou Danny Morais. A qual que, em virtude do seu desempenho na internet – em que atuou como uma cronista da própria sina –, laureada foi com a faixa de “Miss Bumbum Revelação”.
E com o primeiro posto ficou Érika Canela. Que apresentou uma bunda capaz de tirar qualquer marmanjo do sério. Digna de fazê-la ser a garota-propaganda de uma marca de KY.
Post
Scriptum

Após o sucesso amealhado no Miss Bunda, Rosana Ferreira se tornou capa da Revista Sexy, em janeiro de 2013.
Como garota-propaganda da Pit Bull Jeans, em 2014, Dai Macedo passou a se exibir, calçada com uma calça de brim, em um “merchan” da marca, no “Programa do Ratinho”, no SBT.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: CINE ARTE POSTO 4: MY WAY – O MITO ALÉM DA MÚSICA
Na primavera de 2012, o Cine Arte Posto 4 exibiu “My Way – O Mito Além da Música”. Um filme francês que foi lançado em 2012 e é dirigido por Florent-Emilio Siri. E trata da vida de Claude François. Um artista que atingiu o auge de sua carreira ao compor 50% de “Comme d’Habitude”. Escrevendo uma letra para a melodia criada por Jacques Revaux. Que, por Paul Anka, viria a ser convertida em “My Way”.
Todavia, a trama é pontuada pela
ideia de “rejeição”. Ou seja, o “calcanhar de Aquiles” da vaidade. Pois destrói
algo que alguém tem como ideal. Sujeitando-o a uma experiência traumática. Em
que o mesmo se vê como um dejeto. Dado que, conscientemente, sabe que o corpo
excreta aquilo que não presta. E, inconscientemente, tem ciência de que a
sociedade repete o ato com o que lhe é inútil.
O que faz com que o cujo lide com
uma situação similar ao luto. Já que amarga os cinco estágios que o compõe. Os
quais foram discriminados pela psicóloga Elisabeth Kübler-Ross da seguinte
forma: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Pois, em ambos os
casos, a informação recebida trafega pelas regiões do cérebro que regem cada
sensação. Com isso, fazendo com que o metabolismo submeta o organismo a uma
digestão do infortúnio. O que, para quem tem o “miolo mole”, pode representar
uma ameaça. Já que pode fazê-lo atentar contra a própria existência, em prol de
um pouco de paz.
Enfim, o abismo que separa a
sanidade da insanidade se encontra na capacidade de colocar o passado e o
futuro nos pratos da balança e nivelá-los pelo presente.
"Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso."
A Quadrilha das Misses Assassinas*
(*disponível nas melhores bancas e livrarias)
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
LUAU - Canções Para Tocar à Beira da Fogueira: TRISTE ZUMBI
TRISTE ZUMBI
(Mateus Duarte & Adilson Gonçalves)
Introdução: Dm7 Em7
Em um avião, eu avanço
Dm7 Em
Dm7 Em
Numa obra de Dali
Dm7 Em
Dm7 Em
Pelo espaço que é esparso
Dm7 Bm7
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Dm7 Bm7
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Mas só a ilusão voou
Dm7 Em
Dm7 Em
E na solidão estou
Em Píramo me vejo
Dm7 Em
Dm7 Em
E sinto que caí
Dm7 Em
Dm7 Em
Por isso, então, rastejo
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
B7M A7M/11+
Não há como ser são
B7M A7M/11+
B7M A7M/11+
Sob a pele de um cão
A internet abre a fenda
Dm7 Em
Dm7 Em
Feito um bisturi
Dm7 Em
Dm7 Em
Que, no entanto, se emenda
Dm7 Bm7
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Dm7 Bm7
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
B7M A7M/11+
Pois, a anseio por um triz
B7M A7M/11+
B7M A7M/11+
E você nada diz
Agora, eu vivo “on line”
Dm7 Em
Dm7 Em
Como um triste zumbi
Dm7 Em
Dm7 Em
Que se entupiu de daime
Dm7 Bm7
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Dm7 Bm7
Dm7 Bm7
Longe do Havaí
Bb9 C9 D9
Comigo sempre a fim
Bb9 C9 Dm7
Bb9 C9 Dm7
E contigo sem mim
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