Reclame 001
CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade
domingo, 30 de maio de 2021
quarta-feira, 26 de maio de 2021
Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER
Em 1988, lançado foi “A Insustentável Leveza do Ser”. Uma adaptação cinematográfica do livro homônimo que o tcheco Milan Kundera, seu autor, publicara 04 anos antes. Todavia, a película, conduzida pelo norte-americano Philip Kaufman, tem a sua duração, de mais de duas horas, amainada por Juliette Binoche, no frescor dos seus 23 anos de idade.
Mas, durante a história, um detalhe levanta a orelha do espectador mais atento: a melodia de “Hey, Jude”.
Sim, a inconfundível música que carrega a assinatura sonora de Paul McCartney. Dado que John Lennon só rubricou a partitura.
Só que cantada no idioma tcheco.
Cantada por Marta Kubišová.
Que nasceu no 01º dia do mês de novembro de 1942, em České Budějovice, na (então) Tchecoslováquia – a, hoje, República Tcheca.
E que, no começo dos anos 1960, início a sua carreira musical deu.
Ganhando notoriedade nacional em 1966.
Quando participou da 01ª edição do “Bratislavská Lyra” – uma espécie de Festival da MPT (Música Popular Tcheca). Em que, em um dueto com Helena Vondráčokva, defendeu a canção “Oh, Baby, Baby”, de autoria de Bohuslav Ondráček e Jan Schneider. Que ficou em 02º lugar.
Com a música “Mám Rozprávkový Dom” – “Eu Tenho Uma Casa de Fadas” –, que foi composta por Varoslav Matušik e Eliška Jelínková, sob a interpretação de Karel Gott, atingindo o 01º lugar.
01º posto, aliás, que Marta Kubišová alcançou um 1968, com a música “Cesta” – “Caminho” -, de Jindřich Brabec e Petr Rada.
De volta a 1966...
O sucesso amealhado com o festival rendeu a Marta o convite, por parte do diretor Jan Neměc, para participar do filme “Mártires do Amor” – “Mučedníci Lásky” –, um clássico do “Cinema Verdade” – o “Cinéma Vérité”.
Cinema Verdade que é uma narrativa de origem francesa que nada mais é do que filmar uma ficção com linguagem de documentário.
Como Woody Allen fez em Zelig, de 1988.
Ademais, Marta Kubišová continuou atuando – tanto no cinema como na música – e, em 1969, lançou um compacto simples, que tinha ‘Hej, Jude’, no lado A, e “ Všechny Bolesti Utiši Láska” – “Toda Dor Será Aliviada Pelo Amor, no lado B.
Ora que essa versão da obra dos Beatles explicita o malabarismo poético que tem de ser perpetrado para que se encaixe o significado de uma letra na métrica de uma determinada melodia.
Que fica evidente logo no 01º verso.
O qual deve ser examinado à luz do original, em inglês, da versão tcheca e da brasileira, que foi feita por Rossini Pinto e imortalizada por Kiko Zambianchi no álbum “Era das Flores”, de 1989.
Em português: “Hey, Jude, não fique assim”.
Tcheco: “Hej, Jude, co dá ti pláč” – “Hey, Jude, o que te faz chorar”.
E o original: “Hey, Jude, don’t make it bad” – “Hey, Jude, não piore as coisas”.
Logo, as 03 primeiras sílabas – “Hej”, “Ju” e “de” – são pronunciadas em acordo com as originais.
Depois, na 04ª – “co” (cuja pronúncia é “so”) –, se mantém o som fechado da letra “o”, ao contrário da brasileira, que busca uma paridade nasal com a original – “não” e “don’t”.
A 05ª – “dá” –, só mantém a tonicidade da inglesa. Uma tonicidade que, na brasileira, foi acrescida de uma aproximação sonora por meio da letra “i” – já que “ma” (que se articula como “mei) ecoa em “fi”.
E, na linha das palatais, na 06ª, as 03 vão pelo mesmo caminho – “ke” mais "it", “ti” e “que”, a qual se junta o “a”, em função da contagem de sílaba poética.
Por fim, na 07ª, há o “pláč” (que se lê “plach”), que, de longe, esbarra em “bad”. “Bad” que, em espírito, topa com o “ssim”, posto que o verso termina em uma sílaba tônica.
sexta-feira, 30 de abril de 2021
quinta-feira, 29 de abril de 2021
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Verdade Alienígena: EM NOME DO PAI, DO FILHO E DA CIÊNCIA...
No ano de 2016, Stephen Hawking concedeu 03 palestras para a BBC Reith Lectures, um programa da BBC. As quais foram transcritas em um livreto, com introdução e notas do jornalista David Shukman.
Um opúsculo alcunhado de “Stephen Hawking Buracos Negros”.
Sendo que, das 03, destaca-se a de 02 de fevereiro: “Buracos Negros Não São Tão Negros Quanto se Diz”.
Da qual se extrai o seguinte testemunho: “Por mais de duzentos anos, temos acreditado no determinismo, ou seja, que as leis da ciência determinam a evolução do universo. Esse princípio foi formulado por Pierre-Simon Laplace...”.
Pierre-Simon Laplace, o vulgo Marquês de Laplace, registrou essa ideia no “Ensaio Filosófico Sobre as Probabilidades”. Todavia dizendo, na obra que publicou em 1814, que “Podemos considerar o estado atual do universo como o efeito de seu passado e a causa de seu futuro. Uma inteligência que, em um instante determinado, deveria conhecer todas as forças que põem em movimento a natureza, e todas as posições de todos os objetos dos quais a natureza é composta, se esta inteligência fosse ampla o suficiente para submeter esses dados à análise, ela englobaria em uma única fórmula os movimentos dos maiores corpos do universo e dos menores átomos; para tal inteligência nada seria incerto e o próprio futuro, assim como o passado, estaria evidente a seus olhos”.
Essa inteligência seria Deus?
Dado que qualquer cabalista veria nas palavras do matemático francês uma descrição da “Árvore da Vida”.
Árvore da Vida que é a representação do corpo de Deus.
Contudo, Hawking diz que: “Dizem que Napoleão perguntou a Laplace como Deus se encaixava nesse cenário, ao que Laplace teria respondido: ‘Senhor, não tenho necessidade dessa hipótese’”.
Ademais, o físico teórico britânico brinca com a dialética ao dizer que: “... também precisamos levar em consideração o princípio da incerteza, articulado por Werner Heisenberg, em 1923, que está no âmago da mecânica quântica”.
“Princípio da incerteza” que, em 1927, foi publicado pelo físico alemão no corpo do artigo intitulado de “Sobre o Conteúdo Descritivo da Cinemática e Mecânica Quântica”.
O qual é explicado pelo próprio Hawking quando ele diz que: “... quanto maior a precisão com que conhecemos a posição das partículas, menor a precisão com que podemos saber de suas velocidades, e vice-versa”.
Afinal, “não dá para assobiar e chupar cana ao mesmo tempo”.
E Shukman joga mais argumentos no balaio ao precisar que “Mecânica quântica é a ciência que trata de tudo aquilo que é extremamente pequeno e procura explicar o comportamento de partículas minúsculas. Elas não agem segundo as leis criadas por Isaac Newton que governam os movimentos de objetos muito maiores, como planetas”.
Posto que a palavra “quântica” deriva do termo latino “quantum”, que significa “quantidade”. E está relacionada com o estudo da estrutura da escala atômica à subatômica – átomos, moléculas, prótons, elétrons e continua no Universo Espelho.
Ou seja, as Leis de Newton são seletivas.
Como ocorre com a força gravitacional da Lua em relação à maré.
Afinal, por que é que quando a Lua está cheia a água do copo não transborda?
Por que não tem sal?
Então, por que é que a canja não transborda do prato?
Por causa da galinha?
Ou por causa da quantidade?
Com a palavra o Sr. Hawking: “Se o determinismo – a previsibilidade do universo – não funciona com buracos negros, ele poderia deixar de funcionar também em outra situação”.
E, aqui, se abre uma lacuna para lembrar que o buraco negro não é um buraquinho. Mas um buracão, ão, ão, ão... Que faria Megan Carter rebolar mais do que prostituta em dia de pagamento para não publicar besteira.
No livro “O Mistério do Alef”, Amir O. Aczel, seu autor, conta a história de Georg Cantor, o matemático russo, ao dizer que: “A entrada de Cantor no infinito Jardim do Éden sem dúvida constitui a abertura de uma nova era na matemática. O mundo misterioso do infinito real pode ser visualizado, como Dante teria descrito, se imaginarmos círculos aninhados dentro de círculos. Cada círculo significa uma posição mais elevada – uma ordem mais alta de infinito. A forma mais baixa de todos é o nível de infinito ocupado pelos números naturais 1, 2, 3 etc. Os números naturais podem ser contados, apesar de infinitos. É o processo de contagem que importa, e não a contagem em si, uma vez que ela nunca termina”.
Logo, a matemática não é exata.
Ora que a exatidão se encontra no limite.
E, além da faixa lindeira, se encontra a “Cidade dos Anjos”.
O que faz da ciência uma crença. Pois ela não tem um eixo fixo.
Ao contrário da religião. Que se apoia em Deus.
Quem diria que, no fim, se encontraria mais superstição no cadinho do cientista do que no graal do sacerdote?
Ademais, Hawking diz que: “Segundo algumas teorias, o universo que vivenciamos é apenas uma superfície quadridimencional em um espaço com dez ou onze dimensões”.
Todavia, a 03ª dimensão é composta por altura, largura e profundidade.
O que, no caso da estrutura quadridimencional, é acrescida do tempo. Que a transforma em uma 04ª dimensão.
Conquanto que em Gênesis 01:16 se lê que no 04º dia “Deus fez os dois grandes luzeiros; o luzeiro maior para presidir o dia...”.
Uma informação que, para a alegria dos “Teóricos da Conspiração”, pela Radiação Hawking explicada é.
Com a palavra o Sr. Hawking: “Meus cálculos previam que um buraco negro criaria e emitiria partículas e radiação exatamente como se fosse um corpo aquecido comum, com temperatura proporcional a sua gravidade na superfície e inversamente proporcional a sua massa”.
“Na presença de um buraco negro, um membro de um par de partículas virtuais pode cair no buraco, deixando o outro sem o companheiro necessário para a aniquilação mútua”.
Partículas virtuais?
Existem as reais e as de existência efêmera.
No caso, se tratando de um par – pois, formada é por um elétron e um pósitron -, que se separa; uma cai no buraco negro e a outra se perde pelo espaço.
