Bandeira da Bavária
Em
“A Nova Transa da Pantera Cor de Rosa”, um filme de 1976, dirigido por Blake
Edwards, há um momento em que o (então) Inspetor-Chefe Jacques Clouseau –
interpretado pelo lendário Peter Sellers – se embrenha na Oktoberfest de
Munique. Já que investiga o sequestro do Professor Fassbender e sua filha Margo
– vividos por Richard Vernon e Briony McRoberts. E, em meio a muita música,
“manguaça” e contentamento, ele escapa de vários atentados. De investidas
homicidas de assassinos de todo mundo. Visto que estão a serviço das grandes
nações. Cujos líderes, a fim de evitar que seus países sejam atacados por uma
arma que o raptado fora forçado a construir, se viram compelidos a matar
Clouseau. Impelidos por uma ameaça idealizada pelo Ex-Inspetor-Chefe Dreyfus –
imortalizado por Herbert Lom.
Além
da de Munique, há versões da Oktoberfest noutras localidades. Algumas,
notórias. Como a de Hannover, também na Alemanha. De Tsim Sha Tsui, em Hong
Kong; Ho Chi Minh, no Vietnã. Também há a de Canberra, na Austrália.
Kitchener-Waterloo, no Canadá; Cincinnati, Delaware e Leavenworth, nos Estados
Unidos; e na Cidade do México, no México. Com uma em Villa General Belgrano, na
Argentina. No Brasil: há em Marechal Cândido Rondon, Pato Bragado e Rolândia,
no Paraná; Alpestre, Cerro Largo, Frederico Westphalen, Igrejinha, Maratá,
Santa Cruz do Sul e São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul; Blumenau,
Brusque e Ipiranga, em Santa Catarina; e Campos do Jordão, em São Paulo.
Contudo, tudo é uma consequência da
Revolução Francesa. Posto que ela alçou Napoleão Bonaparte. O qual acabou com a
mesma, em 1799, a fim de se tornar o regente do planeta.
Sendo
que, nessa empreitada, em 1800, ele invadiu a Alemanha. Obtendo sucesso. E
tomando da casa de Habsburgo a Coroa Imperial.
Consequentemente, em 12 de julho de
1806, Bonaparte ratificou sua vitória ao criar a “Confederação do Reno” – o
“Rheibund”. Quando, oficialmente, reuniu 16 dos estados que compunham a
Alemanha sob o jugo francês.
Dentre
eles, a Bavária. Bavária que aderiu à Confederação do Reno por intermédio do
seu (então) Eleitor Maximiliano IV José da Bavária. Que, com isso, obteve de
Napoleão o título de Rei da Bavária.
Todavia,
se submeter a uma cultura alheia não faz parte do âmago alemão. Ora que o
germânico tem vocação para vanguarda; e não, retaguarda. Por isso, os bávaros
não se alegravam com a sua condição. E, antes que essa insatisfação se
intensificasse, Andreas Von Dall’Armi, banqueiro e Major da Cavalaria, propôs
ao Rei que se fizesse uma aliança entre a vontade do regente e a carência dos
regidos. Visto que (o agora) Maximiliano I José da Bavária tinha o desejo de
ampliar o seu poder político. Para tal, tendo a mistura de sangues como meio
mais eficaz. Como ocorreu com o casamento entre Augusta da Bavária, sua
primogênita, e Eugênio de Beauharnais. Eugênio que, por parentesco, era o
Vice-Rei da Itália. Pois era o primogênito de Josefina e enteado de Napoleão, o
autoproclamado Rei da Itália. E, nessa seara, o intuito de Maximiliano já
estava encaminhado. Dado que o Príncipe Luís da Bavária se casaria com a
Princesa Theresa de Sachsen-Hildburghausen.
Casamento
que Dall’Armi sugeriu que fosse realizado em um evento público. Primeiro, para
aproximar a casa real de seu reino. E, em segundo, para refrescar o imaginário
bávaro com novos ícones.
Assim,
no dia 17 de outubro de 1810, em um prado, na periferia de Munique, com uma
grande corrida de cavalos, celebrada foi a festa de casamento. Rendendo ao
local, por associação, o nome de “Theresienwiesen” – o “Prado de Theresa”. E,
devido ao êxito, ao ocorrido uma reedição comemorativa, anual, com o nome de
“Festa de Outubro” – ou seja, a “Oktoberfest”.
Em A FILOSOFIA DE UM ASCETA se discorre
sobre a busca do MUNDO ESPIRITUAL. Ou seja, daquilo que transcende a TERCEIRA
DIMENSÃO. E que, parece se distanciar da REALIDADE, por conta do que ocorre nos
versos que RAUL SEIXAS tão bem cantou em EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: “Dois
problemas se misturam / A verdade do Universo / E a prestação que vai vencer”.
Mas que podem se atar se, tal qual o YIN YANG, se compreender que, de um lado,
cabe à CIÊNCIA cuidar das coisas da TERRA, enquanto que, do outro, a RELIGIÃO deve
zelar pelos desígnios do CÉU. E, juntas, nos conduzir rumo à ETERNIDADE.