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CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Coluna Rio Sanzu: A FORÇA PARA PROPAGAR O AMOR – PARTE 02 – (O ANJO E A ESCURIDÃO)

            No domingo, dia 21 de janeiro de 2018, durante o tradicional “Culto de Gratidão”, no templo da Happy Science, em Santos, mais 02 trechos exibidos foram da palestra, que fora realizada no Makuhari Messe – um centro de convenções da cidade de Chiba, no Japão –, em que o Mestre Ryuho Okawa falou da força para propagar o amor.
            Inicialmente, tratando da principal qualidade de um “bosatsu”. Que é ser um arauto da verdade. Dado que é o equivalente nipônico do “anjo”. O qual é uma espécie de “mensageiro”.
            Todavia, dizendo que qualquer pessoa pode encarná-lo.
            Contanto que não esteja adormecida.
            Posto que o “sono” é um conceito em que um ente se enquadra ao se esconder atrás de uma realidade subjetiva. Onde a escassez de um suposto talento é tida como um obstáculo. Como a falta de fama, de glória ou de uma bala de hortelã.
            Tanto que Schopenhauer disse: “... se a individualidade é de má qualidade, então todos os deleites são como vinhos deliciosos numa boca impregnada de fel”.
            Depois, o Mestre Okawa lidou com o teor da mensagem. De que o universo não é composto por coisas visíveis. Que, na 03ª dimensão, são apenas percebidas pelos 05 sentidos. Havendo, assim, uma grande perda de informação.
            Que só pode ser recuperada pelo 06º sentido: o “coração”.
            Pois, como ressaltou Jorge Luis Borges: “Os poetas, como os cegos, podem ver na escuridão”.



Em A FILOSOFIA DE UM ASCETA se discorre sobre a busca do MUNDO ESPIRITUAL. Ou seja, daquilo que transcende a TERCEIRA DIMENSÃO. E que, parece se distanciar da REALIDADE, por conta do que ocorre nos versos que RAUL SEIXAS tão bem cantou em EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: “Dois problemas se misturam / A verdade do Universo / E a prestação que vai vencer”. Mas que podem se atar se, tal qual o YIN YANG, se compreender que, de um lado, cabe à CIÊNCIA cuidar das coisas da TERRA, enquanto que, do outro, a RELIGIÃO deve zelar pelos desígnios do CÉU. E, juntas, nos conduzir rumo à ETERNIDADE.




https://www.clubedeautores.com.br/book/235224--A_Filosofia_de_um_Asceta#.WS7F1IWcFMs

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

MasterChef Brasil 2017 - Episódio 023 - Parte 002

http://mochileiromistico.blogspot.com.br/2015/04/coluna-gallery-museu-pele-roteiro-do.html



            “Agora chegou a vez, vou cantar / Mulher brasileira em primeiro lugar” – que Benito di Paula lançou, no álbum “Brasil Som 75”, em 1975 –, todo macho brasileiro cantou, ao imaginar que na sua cozinha cozinha uma morena gostosa; trajada única e exclusivamente com um avental branco.
            Tudo porque Michele, ao preparar um “ravióli de cacau recheado com camarão, com molho bisque e espuma de manga”, como uma típica moça dos trópicos, divertiu a banca mais com as tentativas infrutíferas de fechar um processador do que com sua habilidade culinária.
            Contudo, o tesão não foi para frente. Já que, enquanto preparava uma “lagosta grelhada, com farofa de castanha de caju, fettuccine ao molho pesto e tomate confit”, Deborah ficou falando em fundar uma “farofaria” em São Paulo. Ou seja, um boteco especializado em farofa.
            Mas como protagonista ou acompanhamento? Se acompanhamento, porque “farofaria”? E, se protagonista, ela não deveria levar negócio para a Bahia?
            Por fim, Valter se qualificou para a semifinal.
            Então, na Prova de Eliminação, o excedente teve que preparar um “Tournedo Rossini” – um medalhão de filet mignon coberto por um foie gras.
            E, dessa etapa, Victor voltou para casa precisando de uma toalha. Já que, a fim de não se resfriar, carecia de se secar das “lagrimas de crocodilo” que sua amiga Deborah derramou, depois de rir, enquanto ele levava “fumo” dos jurados.



Em A FILOSOFIA DE UM ASCETA se discorre sobre a busca do MUNDO ESPIRITUAL. Ou seja, daquilo que transcende a TERCEIRA DIMENSÃO. E que, parece se distanciar da REALIDADE, por conta do que ocorre nos versos que RAUL SEIXAS tão bem cantou em EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: “Dois problemas se misturam / A verdade do Universo / E a prestação que vai vencer”. Mas que podem se atar se, tal qual o YIN YANG, se compreender que, de um lado, cabe à CIÊNCIA cuidar das coisas da TERRA, enquanto que, do outro, a RELIGIÃO deve zelar pelos desígnios do CÉU. E, juntas, nos conduzir rumo à ETERNIDADE.




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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

MasterChef Brasil 2017 - Episódio 023 - Parte 001

http://mochileiromistico.blogspot.com.br/2015/04/coluna-gallery-museu-pele-roteiro-do.html



            Durante a ventania da noite de 08 de agosto de 2017, se viu os postulantes em ação, sob a supervisão de 04 personalidades da cena gastronômica paulistana.
            Que são: Arnaldo Lorençato, o editor da Revista Veja São Paulo, Arri Coser, o criador e ex-proprietário da rede de churrascarias Fogo de Chão e atual dono da NB Steak e da rede de pizzarias Maremonti, o Chef Benny Novak, possuidor, dentre outros, do Ici Bistro e do Tappo Trattoria, e Marcelo Fernandes, possuinte o Attimo e de demais empreendimentos.
            Sendo que para os tais cada qual deveria preparar o seu carro-chefe. Ou aquilo que no meio musical se chama de hit. Que, na prática, é uma faca de 02 gumes. Pois, como um estigma, pode escravizá-lo dentro de uma limitação criativa ou se tornar o estopim de uma imaginação ilimitada.
            Algo prematuro para o momento. Já que, até passar pelo programa, muitos criam que ser cozinheiro se resumia a fritar um ovo.
            Ademais, desde a rã, que cismou em fazer (e fracassar) com molho de amora, Valter não tirou as frutas vermelhas da cabeça. E, com esse menstruado pensar, fez uma “tira de assado, com molho de romã e dominó de batatas”.
            Enquanto que Victor, ao preparar uma “galinha sobre salada de pepinos e arroz Hainan”, levou todos a uma página infeliz da nossa história, ao lembrar uma figura que maculou a presidência da república, quando disse que seu restaurante “seria um lugar sem uma identidade única, mas com muita identidade própria”.



Em A FILOSOFIA DE UM ASCETA se discorre sobre a busca do MUNDO ESPIRITUAL. Ou seja, daquilo que transcende a TERCEIRA DIMENSÃO. E que, parece se distanciar da REALIDADE, por conta do que ocorre nos versos que RAUL SEIXAS tão bem cantou em EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: “Dois problemas se misturam / A verdade do Universo / E a prestação que vai vencer”. Mas que podem se atar se, tal qual o YIN YANG, se compreender que, de um lado, cabe à CIÊNCIA cuidar das coisas da TERRA, enquanto que, do outro, a RELIGIÃO deve zelar pelos desígnios do CÉU. E, juntas, nos conduzir rumo à ETERNIDADE.




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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Coluna Rio Sanzu: A FORÇA PARA PROPAGAR O AMOR

            Numa escaldante tarde, em 01 de janeiro de 2018, no templo da Happy Science, em Santos, se realizou o tradicional “Ritual de Ano Novo”. Um evento em que, por meio de “Kigans” – preces, em japonês –, encaminhados são os desejos à Divindade. E onde exibido foi um trecho da palestra, ministrada em 07 de dezembro de 2017, em que o Mestre Ryuho Okawa trata da força para propagar o amor.
            Deixando claro que o amor não é uma moeda de troca.
            Tanto que no Dicionário Aurélio consta: amor: sentimento que induz a se aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração.
            Ou seja, é uma energia que se passa para frente.
            Como o Mestre Okawa explana no livro “O Ponto de Partida da Felicidade”: “... nós iniciamos a vida sem nada e crescemos graças à ajuda e ao amor que recebemos das pessoas...”.
            Do contrário, se cultiva um etos em que a esposa cobra amor do marido. Então, ele se satisfaz com a amante. A qual se esquece do filho. Que, por sua vez, o exige da namorada. E ela, confusa, insiste em brincar com o gato, que não pode dormir em paz.
            Para tal, bastando, como disse o Mestre Okawa, mudar a direção do pensamento.
            Estabelecendo, assim, um padrão agressivo de conduta.
            Com a qual se molda a mente para o que Arthur Schopenhauer estabeleceu: “... o primordial e mais essencial para a nossa felicidade de vida é aquilo que somos, nossa personalidade, porque ela é constante e ativa em todas as circunstâncias”.



Em A FILOSOFIA DE UM ASCETA se discorre sobre a busca do MUNDO ESPIRITUAL. Ou seja, daquilo que transcende a TERCEIRA DIMENSÃO. E que, parece se distanciar da REALIDADE, por conta do que ocorre nos versos que RAUL SEIXAS tão bem cantou em EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: “Dois problemas se misturam / A verdade do Universo / E a prestação que vai vencer”. Mas que podem se atar se, tal qual o YIN YANG, se compreender que, de um lado, cabe à CIÊNCIA cuidar das coisas da TERRA, enquanto que, do outro, a RELIGIÃO deve zelar pelos desígnios do CÉU. E, juntas, nos conduzir rumo à ETERNIDADE.




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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

BISCOITO DA SORTE

            No Shar Pei Restaurante, no bairro do Embaré, a cúpula da Cachalote FM – uma das rádios mais populares de Santos –, se reuniu, para um jantar de confraternização.
            Inicialmente, forrando o estômago com uma pornográfica porção de pato laqueado e se refrescando com “trocentas” garrafas de Ringside Red.
            Então, ao pegar o biscoito da sorte, se recordou Jerônimo Jacmel – seu principal redator – de um livro que ganhara de Sorina – sua colega de conúbio –: “Os Tolos Morrem Antes”, de autoria de Mario Puzo.
            Dado que, em um momento da trama, também, em um restaurante chinês, Eddie Lancer, o redator-chefe da Everyday Magazines, advertiu John Merlyn, um escritor pilantra, sobre o fato de que não se deve comer a iguaria.
            Mas não esclareceu o motivo.
            E como o estrabismo entre superstição e etiqueta resultaria no mesmo fim, resolveu Jerônimo apenas se apropriar do papelote que continha, no verso, os números que poderiam ser utilizados em um volante lotérico e, na frente, a seguinte mensagem: “A luz lhe virá do céu”.
            Então, na hora da “sobremesa”, decidiram dividir os “pratos” por meio da brincadeira de “amante secreto”.
            Na qual, o câmbio fariam entre as namoradas, esposas, amantes ou qualquer mulher com que se cultivasse algum tipo de relação. Também sendo incluídas a filha, a irmã e a mãe – contanto que a velha estivesse em bom estado.
            Todavia, como Sorina se resumia a sua tradicional trepada de quinta, Jerônimo optou por levar a filha do seu vizinho.
            Uma potranca de dezesseis anos que, há um tempo, ele paquerava.
            Dotada sendo de um par de tetas e uma bunda sui-generis. Posto que ainda não havia nascido um cirurgião-plástico que pudesse replicá-los.
            Mas que Jacmel estava cansado de beijar.
            Pois ela era virgem.
            E, cada vez que a levava a um motel, era um “Deus nos acuda”, na hora de tentar convencê-la a abrir as pernas.
            Logo, como um presente de grego (ou uma “chana de Troia”), ele decidiu pô-la na roda. Outorgando, assim, a outro a tarefa de lhe tirar o “lacre”.
            Sem mais, pediram ao garçom um balde para gelo. Depois, escreveram os nomes das fêmeas em guardanapos, que foram dobrados, até que se assemelhassem a pequenos cubos, e os jogaram dentro dele. Então, cantaram “Bunda Boa”, das Velhas Virgens, e o chacoalharam, até que a canção se encerrasse. Colocando-o, no fim, sobre a mesa, para que cada macho retirasse o seu.
            Ficando Jerônimo com o de Célia.
            Uma loira de “primeira divisão”. Que aparecia na televisão, costumeiramente, dando dicas sobre o aperfeiçoamento da beleza. Dentre as tais se destacando a de que, como ela, toda mulher deveria somente se bronzear à luz do luar.
            Fora isso, ela gostava, também, de ser chamada de Céu.
            Então, Jerônimo a pegou pela mão e, ao sentir sua aveludada pele, desandou a transpirar. Pensando, a todo instante, se, debaixo da jaqueta e do short de nylon na cor violeta, que lhe cobriam a leitosa tez, escorria algum fluído. Mas, logo, perdia o raciocínio, ao sentir o forte perfume de canela que exalava dela.
            E, sem mais, ele a levou à praia.
            Onde se ambientou com o corpo de Céu, enquanto ela externou o interesse de se apropriar do dele.
            Escolhendo, assim, a “alcova das sereias” para consumar o cio.
            Porém, estava a temperatura da água aquém do que lhes proporcionaria um mínimo de conforto.
            Quando um surfista que fumava um cigarro de maconha e carregava uma prancha, cujo branco perolado ostentava a logomarca do Aerosmith, passou. E, em função de uma proposta irrecusável que Jerônimo lhe fez, seguiu sem o seu transporte aquático.
            Assim, sob o “tapete voador do mar”, o casal acasalou.
            Por fim, Céu emprestado pediu o guardanapo que continha o seu nome e limpou dos seus pelos pubianos o excesso de secreção que os empapava. Calçou o short e se mandou.
            Quando a atenção de Jerônimo chamada foi por ruídos similares aos de bombas, que ecoavam pelo firmamento.
            Onde um objeto voador não identificado era caçado por caças, que atiravam, ininterruptamente.
            E, sem mais, algo caiu; formando uma cratera na areia.
            Uma cratera em que, munido da lanterninha do seu chaveiro, Jerônimo entrou.
            Encontrando um intacto cofre. Que examinou, minuciosamente. A fim de avistar algo que lhe desse um indício da sua procedência. O que não demorou. Já que constatou que se tratava de um produto oriundo do planeta Terra ao encontrar a frase “Made In China” em um canto dele. Ademais, matutou um pouco e se lembrou do papelote que recheava o seu biscoito. Pegou-o e digitou os números do seu verso no teclado dele. Que se abriu. Então, segurou a lanterninha com os dentes e se pôs a vasculhá-lo. Achando maços e mais maços de notas de cem dólares e um misterioso cristal.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Coluna Rio Sanzu: O MUNDO EM QUE VIVEMOS





            Numa tarde de sábado, em 02 de dezembro de 2017, no templo da Happy Science, em Santos, ocorreu a estreia do filme “O Mundo Em Que Vivemos”. Uma película que, sob a direção de Hiroshi Akabane, tem uma narrativa psicodélica.
            Tendo como palco a Hospedaria Tachibana, que fica na cidade de Kirisaki, no Japão. Que, devido ao teor fantasmagórico, remete à memória o Hotel Overlook, de “O Iluminado” – que foi conduzido por Stanley Kubrick. Mas, depois, traz a lembrança de “O Código da Vinci” – que por Ron Howard guiado foi. Dado que, no tal, apresentado é o Meridiano de Paris – que é vulgarmente conhecido como Linha Rosa.
            Uma “Linha de Ley”.
            Que é a designação que se outorga a cada um dos canais energéticos que circundam o planeta. E que é pontuada por portais. Nos quais, qual a Hospedaria Tachibana, se abrem vórtices para outras dimensões.
            Sendo que, em função disso, há sobre eles algum tipo de estrutura.
            Como no de Paris... Onde existe o Museu do Louvre.
            Enquanto que, na América do Sul, há o Caminho do Peabiru. Que começa em Machu Picchu, no Perú, e atravessa São Paulo, passando pelo Pátio do Colégio – onde, em 25 de janeiro de 1554, com uma missa celebrada pelo Padre José de Anchieta, a cidade nasceu. E, posteriormente, vai para a Ilha de São Vicente. Passando pela Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré e se perdendo na praia. Cujo nome de Embaré é uma variação do termo, em tupi-guarani, “Mbaràa-Hé”; que significa: “água que cura”.



Em A FILOSOFIA DE UM ASCETA se discorre sobre a busca do MUNDO ESPIRITUAL. Ou seja, daquilo que transcende a TERCEIRA DIMENSÃO. E que, parece se distanciar da REALIDADE, por conta do que ocorre nos versos que RAUL SEIXAS tão bem cantou em EU TAMBÉM VOU RECLAMAR: “Dois problemas se misturam / A verdade do Universo / E a prestação que vai vencer”. Mas que podem se atar se, tal qual o YIN YANG, se compreender que, de um lado, cabe à CIÊNCIA cuidar das coisas da TERRA, enquanto que, do outro, a RELIGIÃO deve zelar pelos desígnios do CÉU. E, juntas, nos conduzir rumo à ETERNIDADE.




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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: EGGNOG

            “‘Posteriormente, para casa Jerônimo regressou’, ‘Ingeriu uma onça de eggnog e viu que, pelo horário, seu Natal definhara’”, consta no conto “Banquete de Natal”.
            E cita o “eggnog”. A “gemada”.
            Uma variação de uma bebida britânica, Século XIV, chamada Posset. Em cuja receita se pede ale, coalhada e leite; raspas de canela e noz-moscada.
            Que, na América do Norte, sofreu uma mutação, com o advento do ovo.
            Aderindo ao Natal, por ser calórica.
            Enquanto que, na América do Sul, em função do verão, do suor, da pouca roupa e da pouca vergonha, fez com que o “presente” saísse de um saco, que não o do Papai Noel.
            E que o Chef Jamie Oliver reformulou requerendo 04 ovos, 03 xícaras de leite, outra de creme de leite, 03 canelas em pau, 01 vagem de baunilha, 01 colher de chá de noz-moscada ralada, 130 gramas de açúcar e 03 onças de Rum Ouro ou Bourbon.
            Ferve-se, então, em fogo médio, o leite, o creme, as canelas, a vagem e o pó da noz. Depois, deixa descansar. Então, guarda-se as claras e joga as gemas e o açúcar em uma vasilha. Onde os bate, até engrossar. E a esse preparo, através de uma peneira, adiciona-se o outro. Misturando-os; até que licoroso fique. Então, acrescenta-se o “mé”, mexe e mete na geladeira.
            No outro dia, bate-se as claras, até o ponto de neve, e junta tudo, sob a carícia de um fuê. Servindo-o, por fim, em uma caneca, com um pouco do pó da noz em cima.




https://www.clubedeautores.com.br/book/236463--Tudo_o_Que_Voce_Sempre_Quis_Saber_Sobre_Mulher_Mas_Tinha_Medo_de_Perguntar?topic=cienciashumanasesociais#.Wa2lmYWcHIU

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

BANQUETE DE NATAL

            Jerônimo Jacmel se deleitava com o silêncio do seu apartamento. Ao qual, pela janela da sala, entravam os ruídos da Avenida Conselheiro Nébias e, pela da área de serviço, o som das pancadas perpetradas pelas ondas que castigavam a areia da Praia do Boqueirão. Posto que, desde o divórcio, mais atrativo do que o bar seu lar se tornara.
​            Contudo, o argumento último de sua ex-esposa ainda lhe encafifava. Pois, depois do “adeus”, ela disse que ele se arrependeria do momento em que ela a porta cruzasse. Dado que ele só pensaria na atividade sexual dela.
​            Não que Jacmel se importasse com quem fizesse uso da vagina que, contra a sua vontade, ela sempre manteve peluda.
​            Até porque, dos três buracos de que ela dispunha, esse se tornara o menos sedutor.
​            Visto que vetada por ela era a entrada do seu pênis em qualquer um dos outros dois.
​            Mas porque isso o recordava da sua inatividade sexual.
​            Que, devido aos últimos anos de casado, um recorde negativo lhe infligia.
​            E o pior era que a isso se acresciam os fatos de que, além da sua mulher não ter servido como mulher, o casamento lhe sacara o charme de galã e a pensão dos dois filhos filava-lhe a verba que o faria ficar atraente até para a mais ignorante das feministas.
            Ademais, naquele ano, o índice de natalidade baixou na Baixada Santista de forma alarmante. Tanto que, segundo os estudos, dentro de décadas a Ilha de São Vicente seria tão habitada quanto a Ilha de Pascoa.
​            Por isso, as Prefeituras de Santos e de São Vicente, em parceria com os Correios, substituíram a campanha de fim ano, em favor das crianças carentes (por motivos óbvios), por uma ação em benefício dos solteiros necessitados.
​            Que consistia em intermediar um encontro de dois “encalhados”, em prol de uma “trepadinha natalina”.
​            E para que, na véspera de Natal, pudesse comer algo que rimasse com peru, Jerônimo escreveu, tal como especificava o regulamento, uma carta para o Papai Noel pedindo algo de que gostasse. No caso, uma loira parruda. Mas não qualquer uma. E sim, que se equiparasse com o padrão de mulher que era desenhado por Robert Crumb. Depois, à missiva anexou algumas fotos suas, a fim de que, do outro lado, a bondade da pessoa palpitasse mais na genitália do que no coração.
​            Então, Jerônimo colocou-a na caixa do correio, como se penetrasse numa vulva horizontal.
​            E depois, passou os dias, em que aguardava por uma resposta, se dedicando a uma dieta afrodisíaca e muita masturbação. Pois queria “matar a bunda” da mulher que se submetesse a essa situação.
​            Quando, numa noite, ao regressar da rádio, onde, como redator, labutava, uma carta remetida pelos Correios, que fora jogada por baixo da porta, encontrou.
​            Constando nela que, como houvera sido um “bom solteiro”, o Papai Noel lhe enviou uma senha.
​            Com a qual, por meio do site dos Correios, acessou uma página em que as fotos e os dados da pessoa que queria lhe visitar se encontravam.
​            Uma mulher chamada Sorina.
​            À qual telefonou e um horário estipulou.
​            Todavia, tendo apreço pelo fato de ela, a cada três palavras, se valer de termos do naipe de “porra” e “caralho” para concluir seu raciocínio. Já que, por isso, não se acanharia na hora de dizer que queria comer-lhe o cu.
​            Então, na véspera da véspera, Jerônimo guardou a pornografia em um cofre, com o fim de economizar cada gota de esperma e tesão que pudesse.
​            Não que lhe estivesse faltando.
​            Mas porque pretendia estar em forma para atingir o ponto G, na hora H, do dia D.
​            Depois, comprou um monte de comida, que não tinha a intenção de devorar, e, na véspera, preparou um espetacular banquete para a ceia de Natal.
​            Para a qual, tendo alcançado a ocasião, as horas se passaram e Sorina não apareceu.
​            Fazendo-o se sentar junto ao interfone e comer rabanada, com o fim de conter a ansiedade.
​            Quando ouviu alguém mexer na fechadura do seu apartamento. E não acreditou que, mesmo com a ausência de uma chaminé, o Papai Noel agiria como um arrombador.
​            Por isso, se muniu de um porrete e se ocultou na cozinha – cuja porta era voltada para o corredor, que ligava a entrada à sala.
​            De lá, então, escutou a porta ser aberta e fechada. Depois, viu a luz do corredor ser acesa e se ateve ao estrépito dos passos, que pareciam ter um destino certo. Fazendo-o se sentir em uma trama narrada por Gil Gomes. E quase teve um enfarte, ao ver uma figura que se cobria com um balandrau vermelho e calçava um gorro igual ao do Papai Noel.
​            Porém, a aflição se transmutou em ira, quando se revoltou com o fato de o ladrão ter pervertido a lenda do “bom velhinho” e, por isso, o puniu com um golpe que quebrou o cacete.
​            Então, Jacmel virou o corpo e ficou pasmo, ao ver que se tratava da sua ex-esposa. Que, sob o balandrau, vestia apenas um conjunto de calcinha e sutiã vermelhos.
​            Quando o telefone tocou.
​            E, ao atendê-lo, falou com sua ex-cunhada. Que o atualizou da programação que sua irmã fizera para a noite de Natal.
​            Primeiro, dizendo que ela saíra da sua casa há uma hora e, por tanto, a qualquer instante, chegaria por lá. Visto que tinha o intuito de fazerem as pazes.
​            Em segundo, pedindo para que, ao término desse prazo, ela lhe telefonasse, com o propósito de alertá-lo. A fim de que não se assustasse com a repentina aparição. E, também, para (e isso ela esclareceu que só falava por desencargo de consciência) que ele não tivesse tempo de lhe dizer “não”.
​            Ao que Jacmel apenas agradeceu.
​            Sem mais, ele foi ver se ela ainda respirava. E, para seu alívio, ela só estava desfalecida. Então, colocou-a de bruços, baixou-lhe a calcinha e (como ela ali estava para isso mesmo) resolveu desfrutar do que nunca desfrutara.
​            Depois, a fim de não ter que carregar peso, reanimou-a. E, assim que ela recobrou um mínimo de lucidez, a fez se erguer e a levou para fora.
​            Desceu com ela balbuciando bobagens pelo elevador.
​            Para, por fim, dizer ao porteiro que ela se excedera na dose do “mé”.
​            E, sem mais, levou-a à praia. Onde pretendia jogá-la em um canto qualquer.
​            Quando um pedinte lhe pediu uma moeda. E Jerônimo lhe disse que só tinha aquela mulher. Que, com um malicioso sorriso, o cujo aceitou.
​            Posteriormente, para casa Jerônimo regressou.
​            Ingeriu uma onça de eggnog e viu que, pelo horário, seu Natal definhara.
​            Quando o interfone tocou.
​            E, ao atendê-lo, informado foi de que um policial subiria para falar com ele.
​            Sem mais, Jacmel bebeu mais um pouco e aguardou pelo soar da campainha.
​            O que não tardou.
​            Até a porta, então, ele foi, abriu-a e viu que o policial conduzia Sorina. A qual, pela vermelhidão da tez, parecia ter se “bronzeado” em um alambique.
​            Todavia, o defensor da lei disse que a autuou quando a viu tentando arrombar a porta do próprio carro. Já que ela se esquecera de que tirara a chave da bolsa para abri-lo e, por essa razão, não a encontrara no interior da mesma.
​            Mas como era noite de Natal, e ela possuía um envelope, com o endereço dele, ele resolveu levá-la para lá.
​            E Jerônimo aceitou o “presente” que, como um “Papai Noel Cinza”, o policial lhe entregou.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Da Série "Sonetos Para a Juventude": O ESTÁDIO DA RUA JAVARI

            Numa tarde em que o Sol se via a vibrar
            E, até, a berrar, como um javali
            Bem sobre o estádio da Rua Javari
            Fazendo o bom capeta transpirar
           
            E, aos poucos, se matava por um gol
            O time do Juventus a correr
            Despertando o desejo de beber
            Uma cerveja, no frio de Moscou
           
            Por entre a multidão eu me esgueirei
            A caça duma ruiva sem igual
            Que pertencia a uma nobre grei
           
            Em cujo busto, então, se podia ver
            Os seus seios sardentos de caulim
            Que sob o luar eu pude lamber





Todavia, há um ditado que afirma o seguinte: "a boa mulher é aquela que perdeu a virgindade e manteve a classe". Contudo, como é possível manter a "classe" se se cultua o axioma que prega que "o aspecto proveitoso da fidelidade é que ela comprova o quão prazerosa é a promiscuidade"?
Simples: criando uma sociedade paralela. Em que a distorção social transforma a fraqueza em virtude.
Assim, um grupo de misses embarcou em uma cruzada contra a real razão de seu fracasso: a competência alheia. E se deparou com o sucesso da incompetência: ou seja, o acaso.

 



A Quadrilha das Misses Assassinas*


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FRENTE FLÁVIO BOLSONARO - THE IRISH LIGHT: DOENÇA CARDÍACA EM CRIANÇAS EXPLODE DESDE A VACINA

Grupo do Comitê Independente da Frente Flávio Bolsonaro no MeWe - Deus, Pátria, Familia e Liberdade.