Em 2003, nos Estados Unidos da América, passou a ser publicado o quadrinho “The Walking Dead”. Criado pelo roteirista Robert Kirkman e pelos desenhistas Tony Moore e Charlie Adlard.
Que, em 2010, foi adaptado, sob a forma de um seriado, para a TV.
Assim, levando o conceito contido na colônia de formigas que se confina em um aquário para dentro de qualquer monitor.
Fazendo com que, em função disso, o espectador cultuasse um experimento sociológico, em que, inconscientemente, é levado a se imaginar em um momento sui generis. Em que, logo de manhã, abre a janela e vê que a Avenida Ana Costa está erma. Com um silêncio incômodo. Que é quebrado pelos berros de uma mulher que, pela Praça da Independência, é perseguida por um vagabundo.
E, ao acionar a televisão, descobre que os mortos estão a caçar os vivos.
Algo que, a priori, se resolve com um telefonema. Pois basta ligar para o trabalho e, caso alguém atenda, dizer que, por questões alheias, tirará um dia de folga.
Mas a mamata minguará assim que a cerveja acabar e o rango rarear.
Quando, então, sucumbirão os que necessitam de cuidados especiais.
Depois, e para alegria de muitos, os afrescalhados. Livrando o planeta do bafo de uma corja que crê que tudo se resolve com demagogia.
Só sobrando, assim, os fortes. Que sobreviverão como nômades em um mundo cada vez mais primitivo. Onde deixarão um rastro de rebentos pelo caminho.
Peça ao seu jornaleiro de confiança os livros da coleção “O
Sangue Derramado” e ajude a desenterrar a literatura mal-assombrada do Brasil.
Em 1991, no deserto do Arizona, criado foi o protótipo de colônia que, como uma espécie de Jardim do Éden, serviria de modelo para o que se planejava construir em Marte. Que, sob a alcunha de Biosfera 2, tinha o propósito de ser um ecossistema autossuficiente. Propiciando aos seus residentes a subsistência através da produção da própria alimentação e da reciclagem de tudo o que sobrasse.
Contudo, o bilionário Edward Bass, seu criador, cometeu o mesmo erro que Deus: deixou a coisa ao encargo do homem. E, por isso, o projeto fracassou.
Fracassou mesmo?
Não para John de Mol. Que diz tê-lo usado de mote para criar o “Big Brother”.
Mas quem é que ligaria a TV para ver alguém plantando batata, quando se quer apreciar um macho metendo a “mandioca” na mulher?
Levantando, assim, a suspeita de que a sua real fonte de ensejo seja o filme “A Vingança dos Nerds”. Que, sob a direção de Jeff Kanew, foi lançado em 1984.
No qual se vê que os nerds norte-americanos são melhores dos que os brasileiros na hora de enfrentar um bullyng.
Pois os Tri-Lambda vão à forra contra os Alpha Betas – astros do time de futebol americano da Universidade Adams –, não, com lágrimas. Mas com esperma. Na épica cena em que escondem câmeras na casa das PI – as namoradas de seus algozes. Masturbando-se, então, à custa da intimidade delas – que são graciosas animadoras de torcida. E, ao seu modo, experimentam aquilo que seus inimigos conhecem na prática.
No
livro de Zacarias, há uma mostra de como os anjos se comunicam, em 01:12-14: “E o
anjo do Senhor acudiu: ‘Senhor dos Exércitos, até quando ficarás sem mostrar
compaixão por Jerusalém e pelos povoados de Judá, contra os quais ficaste irado
há setenta anos?’ Então, ao anjo que falava comigo o Senhor falou palavras de
benção, palavras de ternura. E o anjo que comigo falava disse-me: ‘Grita: Assim
diz o Senhor dos Exércitos: Tenho enorme paixão por Jerusalém, por Sião!”
Ou
seja, em um primeiro momento, o anjo atua como um intermediário entre Deus e o
profeta. E, em um segundo lance, o profeta fecha o elo entre Deus e o homem.
Dado
que os sinais que vem do cosmo precisam ser decodificados, a fim de se tornarem
úteis aos terráqueos.
Por
isso, enquanto o radiotelescópio do Projeto SETI, lá na cidade de Arecibo, em
Porto Rico, em um instante de “pachucagem ‘chicana’”, não for alterado para
captar sinais de “luz”, só se escutará o silêncio.
Ou
só se crê que os ternos “luz” e “trevas”, que são cantados em prosa e verso nas
Sagradas Escrituras, se resumem a uma linguagem figurada?
Contudo,
enquanto a tecnologia não é adaptada a tal finalidade, cabe se habilitar a
receber a mensagem dos anjos por meio da abertura dos chakras.
O
que se consegue ao se isolar o “si” do “eu” através de uma profunda meditação.
Onde o universo se condensará em uma densa massa de luz branca. Como um orbe.
Para, então, ao se valer de qualquer recurso virtual ou real, fazer com que
cada chakras vibre na frequência de uma nota musical.
Com
o coronário respondendo a Dó, o frontal a Ré, o laríngeo a Mi, o do coração a
Fá, o do umbigo a Sol, o do baço a Lá e o básico a Si.
Porém,
alguns entraves mentais podem turvar a coisa, ao assombrarem o instante em
questão.
Surgindo
como pensamentos que se desprenderam de algum lugar perdido da memória.
Pois
são os efeitos colaterais provenientes de um desenvolvimento errado.
De
uma vida em que mais se aporrinhou a “mufa” com bobagens do que a aproximou da
Verdade.
Tanto
que, em “O Caminho da Felicidade”, que foi publicado em 2014, o Mestre Okawa
trata de uma circunstância aproximada na seguinte linha: “... quando se
manifesta, a inveja na verdade funciona como um obstáculo, impedindo que você
se aproxime da sua meta”.
Ou
seja, a referência compromete e preferência.
O
que, tal qual como a sina do Ouroboros, passou a ser agravado, a partir do
século XVIII, com o advento do Iluminismo. Que, praticamente, desmantelou a
Verdade ao estabelecer um cisma entre a ciência e a religião.
Como
por Olavo de Carvalho, no artigo “A Igreja Humilhada (1)” – que foi apregoado
no Diário do Comércio de 24 de julho de 2015 –, é ressaltado: “Talvez o traço
mais característico da modernidade seja precisamente a coexistência enervante
em ter uma ciência sem espiritualidade e uma espiritualidade sem base
material”.
Encontrando
eco no livro “As Leis da Justiça”, de 2016, no trecho em que o Mestre Okawa
explana: “Se houver uma infiltração de ideias que rejeitem essas duas como se
fossem meras ilusões e superstições do tempo antigo, ela deve ser considerada
equivocada”.
Dado
que a ciência não está (como nunca esteve) livre de ter a sua resiliência
testada pelo extremismo religioso.
E,
assim, se pode precipitar rumo à transcendência.
Como
por Roberto Carlos, na canção “Eu Quero Apenas” – cuja autoria divide com
Erasmo Carlos e que consta no seu álbum de 1974 –, é dito: “Quero levar o meu
canto amigo / A qualquer amigo que precisar”.
Tanto
que, em “As Leis da Justiça”, se menciona: “... é importante criar uma
sociedade que permita a pessoas de várias origens, independente de seu nível de
desenvolvimento, continuarem alimentando seus sonhos de criar uma utopia”.
Para
tal, então, sendo necessário se valer do primeiro reflexo causado pela “luz”:
que é o enriquecimento do tráfego de informações.
Que,
em “O Caminho da Felicidade”, se abeira da seguinte forma: “Nossos sistemas de
comunicação espalham mensagens pelo mundo em segundos. Temos sorte de estarmos
nesta época, pois, agora, a Verdade pode tocar mais pessoas do que era possível
no passado”.
Assim,
dando profundidade àquilo que, em 1973, foi exposto através da versão
cinematográfica da ópera rock “Jesus Cristo Superstar”. Que, sob a direção de
Norman Jewison, como uma profecia, soa na voz de Judas Iscariotes – então,
interpretado por Carl Anderson –, quando ele, após a ressureição, interpela o
ungido mor do cristianismo com os subsequentes versos: “Por que você escolheu
uma época tão atrasada / E uma terra tão estranha? / Se você tivesse deixado
para depois / Teria falado a toda nação / Pois, em Israel, no ano 04 a. C., não
existia um sistema global de comunicação”.
Estou Bem, Meu Anjo! (trailer)
De Hideto Sonada
(Japão / 2016)
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No
quente outono de 2016, a Happy Science de Santos veiculou o filme “Estou
Bem, Meu Anjo!” Uma película inspirada no livro “I’m Fine Spirit”, de Ryuho Okawa. Que,
sob a direção de Hideto Sonada, tem a sua narrativa envernizada por elementos
estéticos que se fragmentaram da fantasia de Federico Fellini.
E
cuja trama mostra como um anjo – no caso, interpretado pela bela e cativante
Kirara – sai do seu “Olimpo Celestial” para auxiliar cinco pessoas, na cidade
fustigada de Fukushima. Cujos habitantes, por muito tempo, catarão os cacos de
um dia que não foi dos melhores. Pois ocorreu um terremoto, depois, um tsunami,
e, por fim, um acidente nuclear que, por pouco, não a transformou em uma nova
Chernobyl.
Assim,
exibindo os limites da ação de um anjo. Que, por vibrar em uma frequência em
que não se pode manusear a matéria, só se comunica por meio de uma carga
energética que o ser humano entende como “inspiração”.
Contudo,
por mais que o anjo tente, a mente doente – deformada pela desinformação – do
assistido insiste em jogá-lo para dentro da espiral do silêncio. Onde, ao
repetir, como um papagaio, as palavras de uma linguagem que só é favorável ao
fracasso, ele se distancia de qualquer possibilidade de realizar uma revolução
pessoal.
Pois, para a tal, se é quista a presença de espírito que, em “A Arte da Guerra”, Sun
Tzu descreve da seguinte forma: “Aqueles que combatem devem se elevar às
alturas; devem combater de tal forma que o universo inteiro vibre com o
estrépito da sua glória”.
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Em
2010, veiculado foi o filme “Salt”. Que é dirigido por Phillip Noyce e tem
Angelina Jolie como Evelyn Salt, a protagonista da trama. A qual, na tal, atua
como uma agente dupla. Ora pela CIA, combatendo a escória da humanidade, e ora
pelas “viúvas da guerra fria”, ajudando-as a reunir os desinformados e reavivar
o comunismo.
Como
cena emblemática tendo a do ato em que ela é desmascarada pelos colegas
ocidentais e, ao ver-se presa em uma sala para interrogatório, empreende sua
fuga, ao tirar sua calcinha preta e pendurá-la na câmera de vigilância; vedando
a visão deles.
Assim,
passando a seguinte mensagem: “Cuidado! Eu tô com o ‘bicho solto’!”
Ao
que se questiona: “Quanto estrago uma mulher sem calcinha pode causar?”
Não
que uma mulher desprevenida, dengosa e de pernas abertas não possa proporcionar
ao macho que lhe apetece muita coisa boa.
Mas
isso só acontece quando se trata de uma fêmea de boa índole.
Quando
não, se sucede uma versão do que há em Gênesis 3:7, após Eva convencer Adão a
comer o fruto da Árvore do Bem e do Mal: “... os seus olhos se abriram; e vendo
que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram saiotes para
si”.
Como
no caso da adolescente que chega ao pai, enquanto ele degusta uma red ale, na
sala, e diz: “Tô grávida. Mas eu só dei a parte da frente. A de trás está
intacta”.
Ou
seja, ela não ameniza em nada a sua situação. E, de quebra, ainda causa no
bruto uma bruta duma dor de cabeça.
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