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CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Da Série "Sonetos Para a Juventude": UM BEIJO DE BOA NOITE

            Sem que uma só dúvida me alçasse
            O véu duma vigília tão calada
            Distribuí os meus passos pausados
            Pelo corredor torvo da pousada           

            E, sem sentir o frio que cobria a tudo
            Como um devastador manto de gelo
            Diante duma porta, então, postei-me
            E no seu mogno eu bati com zelo           

            E quando a porta foi por ela aberta
            Ela me perguntou, logo, qual era
            O porquê deu mantê-la assim, desperta           

            E, no lento percurso da pernoite
            Sem que eu titubeasse, apenas, disse
            Que fui lhe dar um beijo de boa noite









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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: O QUINTO PODER (Quando um Palpite Palpita - Versão 001)

            O cuco é uma ave que se destaca por ter um comportamento que coaduna com o de um psicopata. Já que não desperdiça o tempo com a construção de um nicho. E sim, procura por um que tenha ovos que se assemelhem com os seus. Depois, faz um câmbio entre eles; levando outro pássaro a criar a cria sua.
            Tal qual ocorreu com Robert Thorn – vivido por Gregory Peck –, no filme “A Profecia”. Uma película dirigida por Richard Donner e lançada em 1976. Em que ele é convencido pelo Padre Brennan, um abjurado, – interpretado por Patrick Troughton – a, a fim de não deixar um rebento sem mãe e uma mãe arrebentada, trocar seu recém-nascido e falecido herdeiro por aquele que virá a se chamar Damien (o filho do capeta).
            Como a esquerda fez ao se aproveitar do viés conservador do brasileiro – fruto de sua ascendência lusitana – para, por meio da Igreja Católica, se infiltrar na sua cultura. Ao penetrar em seu cerne com a “Teologia da Libertação”.
            Que incutiu na cuca dos desinformados e de alguns mal informados a ideia de que um messias comunista tomaria o pão de um opressor, o repartiria em partes iguais e o distribuiria dentre o proletariado.
            Como contrapeso, gerando a “Teologia da Prosperidade”.
            Dado que as igrejas evangélicas optaram por disputar espaço ao pregar que, como prêmio por sua crença em uma versão protestante de Cristo, o fiel poderia comprar o seu próprio pão e besuntá-lo com a manteiga de sua preferência.
            Estabelecendo um duelo entre a dependência direta e independência indireta.
            E, nesse interim, os católicos foram trocados pela imprensa. Que passou a ser utilizada como um quarto poder. Visto que, por lidar com a matéria-prima do cotidiano, “a informação”, se sobrepõe organicamente ao executivo, o legislativo e o judiciário.
            Principalmente, no período eleitoral.
            Quando, por meio de duvidosas pesquisas de intenção de voto, alçam seus candidatos ao topo da disputa. Relegando, assim, os conservadores ao ostracismo.
            O que, como resposta, requer uma revanche da religião.
            Que, como o Mestre Ryuho Okawa proferiu em sua palestra, na Saitama Super Arena, em Saitama, no Japão, em 2016, deve se solidificar como o quinto poder.
            Mas qual religião?
            Nenhuma.
            Mas um conceito que esteja em consonância com o que é explanado pelo Mestre Hsing Yün em uma citação que está no livro “Buda: o Mito e a Realidade”, de Heródoto Barbeiro. Segundo a qual o homem deve controlar os impulsos negativos do corpo, por meio da moralidade, controlar a mente, por meio da meditação, e as verdades profundas da vida, por meio da sabedoria.
            O que o torna apto a tomar decisões com base nos limites da imortalidade.
            Pois, a isso o cujo se habilitou, após deglutir o fruto da Árvore do Conhecimento. Como, em Gênesis 03:22, a própria Divindade constata: “Eis que o homem tornou-se como um de nós; capaz de conhecer o bem e o mal”.



            INIMIGO MEU
           
            Desde sua infância
            O que lhe era alheio
            Você já tomava
            Sem qualquer receio
            Pois, decerto, soube
            Que, naquela idade
            Não podia ter culpa
            Ou uma só maldade
           
            São baixos os muros
            Que guardam a casa
            Quando esse inimigo
            Chega e não se atrasa
           
            Com gente indefesa
            Na dor da demência
            Você foi violento
            Mas pediu clemência
            Sem saber, decerto
            Que o perdão se oferta
            Para aquele que erra
            E não, pro que acerta
           
            São baixos os muros
            Que guardam a casa
            Quando esse inimigo
            Chega e não se atrasa
           
            Como Presidente
            Hoje, você rouba
            Minha dignidade
            E nunca repousa
            Pois, decerto, sabe
            Que não verá veto
            No voto do pobre
            E do analfabeto
           
            São baixos os muros
            Que guardam a casa
            Quando esse inimigo


Música: Inimigo Meu
Autoria: E. Gomes & M. Duarte
Performance: Os Magangavas





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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: THE WALKING DEAD




            Em 2003, nos Estados Unidos da América, passou a ser publicado o quadrinho “The Walking Dead”. Criado pelo roteirista Robert Kirkman e pelos desenhistas Tony Moore e Charlie Adlard.
            Que, em 2010, foi adaptado, sob a forma de um seriado, para a TV.
            Assim, levando o conceito contido na colônia de formigas que se confina em um aquário para dentro de qualquer monitor.
            Fazendo com que, em função disso, o espectador cultuasse um experimento sociológico, em que, inconscientemente, é levado a se imaginar em um momento sui generis. Em que, logo de manhã, abre a janela e vê que a Avenida Ana Costa está erma. Com um silêncio incômodo. Que é quebrado pelos berros de uma mulher que, pela Praça da Independência, é perseguida por um vagabundo.
            E, ao acionar a televisão, descobre que os mortos estão a caçar os vivos.
            Algo que, a priori, se resolve com um telefonema. Pois basta ligar para o trabalho e, caso alguém atenda, dizer que, por questões alheias, tirará um dia de folga.
            Mas a mamata minguará assim que a cerveja acabar e o rango rarear.
            Quando, então, sucumbirão os que necessitam de cuidados especiais.
            Depois, e para alegria de muitos, os afrescalhados. Livrando o planeta do bafo de uma corja que crê que tudo se resolve com demagogia.
            Só sobrando, assim, os fortes. Que sobreviverão como nômades em um mundo cada vez mais primitivo. Onde deixarão um rastro de rebentos pelo caminho.


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: A VINGANÇA DOS NERDS (O Que é, o Que é, Que Tem Cheiro de Sushi e, Também, se Come Cru?




            Em 1991, no deserto do Arizona, criado foi o protótipo de colônia que, como uma espécie de Jardim do Éden, serviria de modelo para o que se planejava construir em Marte. Que, sob a alcunha de Biosfera 2, tinha o propósito de ser um ecossistema autossuficiente. Propiciando aos seus residentes a subsistência através da produção da própria alimentação e da reciclagem de tudo o que sobrasse.
            Contudo, o bilionário Edward Bass, seu criador, cometeu o mesmo erro que Deus: deixou a coisa ao encargo do homem. E, por isso, o projeto fracassou.
            Fracassou mesmo?
            Não para John de Mol. Que diz tê-lo usado de mote para criar o “Big Brother”.
            Mas quem é que ligaria a TV para ver alguém plantando batata, quando se quer apreciar um macho metendo a “mandioca” na mulher?
            Levantando, assim, a suspeita de que a sua real fonte de ensejo seja o filme “A Vingança dos Nerds”. Que, sob a direção de Jeff Kanew, foi lançado em 1984.
            No qual se vê que os nerds norte-americanos são melhores dos que os brasileiros na hora de enfrentar um bullyng.
            Pois os Tri-Lambda vão à forra contra os Alpha Betas – astros do time de futebol americano da Universidade Adams –, não, com lágrimas. Mas com esperma. Na épica cena em que escondem câmeras na casa das PI – as namoradas de seus algozes. Masturbando-se, então, à custa da intimidade delas – que são graciosas animadoras de torcida. E, ao seu modo, experimentam aquilo que seus inimigos conhecem na prática.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Coluna Swinging London: CAPA PRETA (À Sombra do Dakota Building)

            A garoa violenta
            Que do céu cai como um véu
            Me encharca o coco chapéu
            E a sarja da capa preta
           
            Com a brasa do cigarro
            Jogo algum brilho no breu
            Que cobre o relógio meu
            Neste instante, então, bizarro
           
            Quando um casal de mãos dadas
            Me encara com certo horror
            E com muito mau humor
            Logo troca de calçada
           
            E debaixo do meu fraque
            Sinto a falta do meu amor
            Que tem em seu beijo o ardor
            Dum bom gole de conhaque






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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Coluna Rio Sanzu: ASCENDENDO À LUZ (A Mensagem dos Anjos - Versão 001)

            No livro de Zacarias, há uma mostra de como os anjos se comunicam, em 01:12-14: “E o anjo do Senhor acudiu: ‘Senhor dos Exércitos, até quando ficarás sem mostrar compaixão por Jerusalém e pelos povoados de Judá, contra os quais ficaste irado há setenta anos?’ Então, ao anjo que falava comigo o Senhor falou palavras de benção, palavras de ternura. E o anjo que comigo falava disse-me: ‘Grita: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tenho enorme paixão por Jerusalém, por Sião!”
            Ou seja, em um primeiro momento, o anjo atua como um intermediário entre Deus e o profeta. E, em um segundo lance, o profeta fecha o elo entre Deus e o homem.
            Dado que os sinais que vem do cosmo precisam ser decodificados, a fim de se tornarem úteis aos terráqueos.
            Por isso, enquanto o radiotelescópio do Projeto SETI, lá na cidade de Arecibo, em Porto Rico, em um instante de “pachucagem ‘chicana’”, não for alterado para captar sinais de “luz”, só se escutará o silêncio.
            Ou só se crê que os ternos “luz” e “trevas”, que são cantados em prosa e verso nas Sagradas Escrituras, se resumem a uma linguagem figurada?
            Contudo, enquanto a tecnologia não é adaptada a tal finalidade, cabe se habilitar a receber a mensagem dos anjos por meio da abertura dos chakras.
            O que se consegue ao se isolar o “si” do “eu” através de uma profunda meditação. Onde o universo se condensará em uma densa massa de luz branca. Como um orbe. Para, então, ao se valer de qualquer recurso virtual ou real, fazer com que cada chakras vibre na frequência de uma nota musical.
            Com o coronário respondendo a Dó, o frontal a Ré, o laríngeo a Mi, o do coração a Fá, o do umbigo a Sol, o do baço a Lá e o básico a Si.
            Porém, alguns entraves mentais podem turvar a coisa, ao assombrarem o instante em questão.
            Surgindo como pensamentos que se desprenderam de algum lugar perdido da memória.
            Pois são os efeitos colaterais provenientes de um desenvolvimento errado.
            De uma vida em que mais se aporrinhou a “mufa” com bobagens do que a aproximou da Verdade.
            Tanto que, em “O Caminho da Felicidade”, que foi publicado em 2014, o Mestre Okawa trata de uma circunstância aproximada na seguinte linha: “... quando se manifesta, a inveja na verdade funciona como um obstáculo, impedindo que você se aproxime da sua meta”.
            Ou seja, a referência compromete e preferência.
            O que, tal qual como a sina do Ouroboros, passou a ser agravado, a partir do século XVIII, com o advento do Iluminismo. Que, praticamente, desmantelou a Verdade ao estabelecer um cisma entre a ciência e a religião.
            Como por Olavo de Carvalho, no artigo “A Igreja Humilhada (1)” – que foi apregoado no Diário do Comércio de 24 de julho de 2015 –, é ressaltado: “Talvez o traço mais característico da modernidade seja precisamente a coexistência enervante em ter uma ciência sem espiritualidade e uma espiritualidade sem base material”.
            Encontrando eco no livro “As Leis da Justiça”, de 2016, no trecho em que o Mestre Okawa explana: “Se houver uma infiltração de ideias que rejeitem essas duas como se fossem meras ilusões e superstições do tempo antigo, ela deve ser considerada equivocada”.
            Dado que a ciência não está (como nunca esteve) livre de ter a sua resiliência testada pelo extremismo religioso.
            E, assim, se pode precipitar rumo à transcendência.
            Como por Roberto Carlos, na canção “Eu Quero Apenas” – cuja autoria divide com Erasmo Carlos e que consta no seu álbum de 1974 –, é dito: “Quero levar o meu canto amigo / A qualquer amigo que precisar”.
            Tanto que, em “As Leis da Justiça”, se menciona: “... é importante criar uma sociedade que permita a pessoas de várias origens, independente de seu nível de desenvolvimento, continuarem alimentando seus sonhos de criar uma utopia”.
            Para tal, então, sendo necessário se valer do primeiro reflexo causado pela “luz”: que é o enriquecimento do tráfego de informações.
            Que, em “O Caminho da Felicidade”, se abeira da seguinte forma: “Nossos sistemas de comunicação espalham mensagens pelo mundo em segundos. Temos sorte de estarmos nesta época, pois, agora, a Verdade pode tocar mais pessoas do que era possível no passado”.
            Assim, dando profundidade àquilo que, em 1973, foi exposto através da versão cinematográfica da ópera rock “Jesus Cristo Superstar”. Que, sob a direção de Norman Jewison, como uma profecia, soa na voz de Judas Iscariotes – então, interpretado por Carl Anderson –, quando ele, após a ressureição, interpela o ungido mor do cristianismo com os subsequentes versos: “Por que você escolheu uma época tão atrasada / E uma terra tão estranha? / Se você tivesse deixado para depois / Teria falado a toda nação / Pois, em Israel, no ano 04 a. C., não existia um sistema global de comunicação”.




Estou Bem, Meu Anjo! (trailer)
De Hideto Sonada
(Japão / 2016)





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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: ESTOU BEM, MEU ANJO! (Com o Estrépito da sua Glória - Versão 001)

http://www.cienciadafelicidade.com.br/templo_santos/index.php



            No quente outono de 2016, a Happy Science de Santos veiculou o filme “Estou Bem, Meu Anjo!” Uma película inspirada no livro “I’m Fine Spirit”, de Ryuho Okawa. Que, sob a direção de Hideto Sonada, tem a sua narrativa envernizada por elementos estéticos que se fragmentaram da fantasia de Federico Fellini.
            E cuja trama mostra como um anjo – no caso, interpretado pela bela e cativante Kirara – sai do seu “Olimpo Celestial” para auxiliar cinco pessoas, na cidade fustigada de Fukushima. Cujos habitantes, por muito tempo, catarão os cacos de um dia que não foi dos melhores. Pois ocorreu um terremoto, depois, um tsunami, e, por fim, um acidente nuclear que, por pouco, não a transformou em uma nova Chernobyl.
            Assim, exibindo os limites da ação de um anjo. Que, por vibrar em uma frequência em que não se pode manusear a matéria, só se comunica por meio de uma carga energética que o ser humano entende como “inspiração”.
            Contudo, por mais que o anjo tente, a mente doente – deformada pela desinformação – do assistido insiste em jogá-lo para dentro da espiral do silêncio. Onde, ao repetir, como um papagaio, as palavras de uma linguagem que só é favorável ao fracasso, ele se distancia de qualquer possibilidade de realizar uma revolução pessoal.
            Pois, para a tal, se é quista a presença de espírito que, em “A Arte da Guerra”, Sun Tzu descreve da seguinte forma: “Aqueles que combatem devem se elevar às alturas; devem combater de tal forma que o universo inteiro vibre com o estrépito da sua glória”.




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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Coluna Swinging London: A SURFISTA (Quero Ver Você de Perto)

            Em busca do melhor foco
            Com uma lente atrevida
            Que importei lá do oriente
            Fiz a câmera aguerrida
            Ser letal como um gatilho
            Ao surrupiar o brilho
            Mais ávido de uma vida
           
            Quando levei a surfista
            Que das ondas tinha fome
            Para as páginas de esporte
            Da revista Rolling Stone
            E ganhei a tatuagem
            Sobre o seu ombro selvagem
            Do meu renomado nome
           
            Em busca do melhor foco
            Com uma lente atrevida
            Que importei lá do oriente
            Fiz a câmera aguerrida
            Ser letal como um gatilho
            Ao surrupiar o brilho
            Mais ávido de uma vida
           
            Colocando-o num retrato
            Pois uma onda de renome
            Um dia tomou-me a surfista
            Deixando-me, assim, insone
            E pra todo sempre tendo
            Numa lápide ao vento
            O meu reles sobrenome







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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Coluna SNACK BAR - O Lado B da Humanidade: SALT (Os Lábios de Angelina Jolie - Versão 001)




            Em 2010, veiculado foi o filme “Salt”. Que é dirigido por Phillip Noyce e tem Angelina Jolie como Evelyn Salt, a protagonista da trama. A qual, na tal, atua como uma agente dupla. Ora pela CIA, combatendo a escória da humanidade, e ora pelas “viúvas da guerra fria”, ajudando-as a reunir os desinformados e reavivar o comunismo.
            Como cena emblemática tendo a do ato em que ela é desmascarada pelos colegas ocidentais e, ao ver-se presa em uma sala para interrogatório, empreende sua fuga, ao tirar sua calcinha preta e pendurá-la na câmera de vigilância; vedando a visão deles.
            Assim, passando a seguinte mensagem: “Cuidado! Eu tô com o ‘bicho solto’!”
            Ao que se questiona: “Quanto estrago uma mulher sem calcinha pode causar?”
            Não que uma mulher desprevenida, dengosa e de pernas abertas não possa proporcionar ao macho que lhe apetece muita coisa boa.
            Mas isso só acontece quando se trata de uma fêmea de boa índole.
            Quando não, se sucede uma versão do que há em Gênesis 3:7, após Eva convencer Adão a comer o fruto da Árvore do Bem e do Mal: “... os seus olhos se abriram; e vendo que estavam nus, tomaram folhas de figueira, ligaram-nas e fizeram saiotes para si”.
            Como no caso da adolescente que chega ao pai, enquanto ele degusta uma red ale, na sala, e diz: “Tô grávida. Mas eu só dei a parte da frente. A de trás está intacta”.
            Ou seja, ela não ameniza em nada a sua situação. E, de quebra, ainda causa no bruto uma bruta duma dor de cabeça.




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CUCARACHA'S BURGER - PARTE 002

CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade 04 de março de 2023