quarta-feira, 1 de julho de 2015

A DESINIBIÇÃO DE UMA NUDISTA (O Ensaio de Veridiana Freitas Para a Playboy)

            Em 1967, sob a direção de Luis Buñuel, lançado foi “A Bela da Tarde”. Uma adaptação para o cinema de um homônimo romance que foi escrito por Joseph Kessel e cuja publicação se deu no ano de 1928. E que trazia Catherine Deneuve no papel de Séverine.
            Séverine que se refugia em um realidade alternativa, com o fim de se nutrir com os fragmentos daquilo que lhe falta na verdade vigente: o adultério.
            Dado que o substantivo “adultério” deriva do verbo “adulterar”. Que significa “corromper”. O que, numa análise heterodoxa, é a junção do prefixo “co” – partilha – com o radical “romper” – dividir. Ou seja, a ruptura do elo.
            Algo que, quando se trata de sexo, é muito significativo.
            Porém, o ideal é que uma pessoa que carregue essa carência a sane com alguém que compartilha do mesmo anseio. A fim de que a anormalidade não se torne corrente.
            Mas onde se encontra alguém que é adepto do “pega e não se apega”?
            Numa casa de tolerância, talvez.
            Onde, no caso, Séverine opta em atuar, sob a alcunha de “Bela da Tarde”.
            Não se tratando de uma ciência exata, porém.
            Já que, quando o cara tem a pica dura e a cabeça mole, a coisa gora.
            Quanto à mulher: está deveria se abster de tal empresa e se conformar com o fato de que o machismo é o meio mais eficaz para conter a sua propensão para fazer besteira.
            Mas que, doravante, serve de tema para inúmeras narrativas.
            Como a que o fotógrafo Fred Othero utilizou na edição de Nº 479 da Playboy de abril de 2015.
            Que, com aparente tranquilidade, o fez. Posto que apenas deu sequência aos trabalhos que efetuou com Nuelle Alves, em fevereiro de 2015, Natalia Inoue, em setembro de 2014, e Vanessa Mesquita, em julho de 2014.
            Um histórico que conferiu um amadurecimento estético ao ensaio.
            Em cujo cerne está Veridiana Freitas.
            A qual também tem história.
            Visto que ela foi uma das três estrelas do mês de janeiro de 2014.
            E, agora, incorpora a dona de casa portenha. Sim, a mulher que se confunde com a decoração do lar. Pois, dentre seus atributos, há um olhar languido. Do tipo que faz com que o cidadão que tem a cabeça dura e o pau mole se desespere.
            Todavia, ela se vale desse expediente para esfregar a sua ascendência brasileira na fuça da criadagem. Dado que se aproveita da ausência do seu esposo para desfilar pela bucólica fazenda em que mora, nas cercanias de Buenos Aires, com a desinibição de uma nudista.
            Como quando cavalga seminua; demonstrando o prazer que tem em ter um garanhão entre as pernas.
            Contudo, se enfastia de só ser currada com os olhos.
            Então, se guarda no recanto do seu domicílio. Com o fim de que seus grandes seios se enrubesçam a custa de cigarro e vinho. Enquanto, pelos pelos que lhe agasalham a vagina, se eleva um cheiro de cio. E, no interior da sua magnífica bunda, o ânus se dilata e contrai, na expectativa de que um “cabra” de cuca firme e pica rija lhe dê um beijo grego.
            Sem mais, no álbum “Abre Essas Pernas Ao Vivo”, de 2001, as Velhas Virgens interpretam a canção em que no refrão – do qual o último verso dá nome à mesma – há a seguinte recomendação: “Quem dá ajuda é pai / Quem faz caridade é monge / Não se meta a levá-la pra casa / Toda puta mora longe”.
            Por isso, tal qual Séverine, ela se mune de uma maleta e vai cumprir a sua sina, antes que a noite chegue. Com o fim de regressar e se limpar do bodum alheio, antes que seu marido se despeça dos afazeres profissionais. E, assim, não suspeite de que os deveres conjugais da sua esposa foram terceirizados.
            Doravante, ela vai ao Café de Garcia. Um pub situado no bairro de Vila Devoto, em Ciudad Autónoma – um distrito da capital argentina. Onde espera que nenhum cara de pica fraca e miolo mole lhe aporrinhe o pensamento.
            Entretanto, um cidadão – que independe do horário comercial para se suster e, provavelmente, faz sexo por esporte  – não tarda a lhe solicitar a atenção (para, no caso, perpetrar a manjada metáfora de uma dança de tango).
            E, enquanto o milongueiro se diverte, surge a seguinte questão: “Se, do trio que protagonizou o já mencionado ensaio, Fernanda Lacerda (como a Mendigata) reapareceu em outubro de 2014, e Veridiana Freitas aqui está, quando Aricia Silva ressurgirá?”



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