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CUESTA VERDE / Jornalismo de Verdade




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

PAIZÃO (O Ensaio da Mendigata para a Playboy)

​             No episódio de Nº 15 da 6ª temporada da série “House M.D.”, de 2010, intitulada de “Buraco Negro”, cuja condução ficou ao encargo de Greg Yaitanes, o Doutor House – imortalizado por Hugh Laurie – descobriu que Abby Nash – vivida Cali Fredrichs – contraiu uma moléstia de Artie – interpretado por Dennis Boutsikaris –, em decorrência de um intercurso sexual. O que, todavia, não passaria de um acidente, caso não fosse ele o pai de Nick – “defendido” por Nick Eversman –, o namorado da dita. Criando um novo imbróglio. Posto que o cujo não assimilou a explicação de seu “velho”; de que ele quis confortá-la em um momento de fraqueza.
​             Uma situação que não teria se consumado se, dentro de uma cadeia educativa que se rompeu (devido a um culto pejorativo da masculinidade), esse pai pudesse ter passado para o filho (por meio da ação; e não, da decepção) o conhecimento que não recebeu. De que toda mulher que estabelece um cisma entre sexo e amor é uma hipócrita. Já que, em geral, esse tipo de fêmea vive bradando que “ninguém quer nada sério”. Quando, “por baixo do pano”, deseja uma “coisa gozada”.
​             Ou que, na mais otimista perspectiva, quer um “relacionamento para viagem”. Que se desenvolve sobre a seguinte lógica: se não “comeu” tudo, pois tem olho maior do que a barriga (ou do que a pica), que leve para casa. Só que, ao invés de guardá-la na geladeira, como se faz com todo bom prato, a encosta no sofá; assistindo novela e engordando.
​             Ademais, nesse regaste dos bons costumes, caberia ao genitor a tarefa de se tornar o “melhor pai do mundo”, ao também conduzir seu rebento para o fim da virgindade. De preferência, antes que o sonho do cujo se torne um pesadelo. Arranjando-lhe uma mulher que sintetize os elementos que lhe remetam à infância – mexendo com sua memória afetiva –, possua características que o situe na adolescência – assim, munindo-lhe de uma superioridade moral que lhe alçará à liderança dos seus convivas e à admiração das fêmeas de sua geração – e mais uns detalhes que o farão ter um discernimento entre a “bisteca” e a “biscate” – tornando-o criterioso em relação à mulher que emprenhará.
​             Logo, na edição de Nº 473 da Playboy de outubro de 2014 há um exemplo do tipo de produto que todo pai deveria ofertar ao filho.
​             Primeiro, porque, por ser uma das atrações de cunho libertino do programa “Pânico na Band”, da Rede Bandeirantes, Mendigata, a estrela do mês, é a vedete principal do cabaré imaginário que existe na cuca de qualquer adolescente.
​             Em segundo, porque o fotógrafo Christian Gaul – o responsável pelo ensaio de Aline Franzoi, em setembro de 2013 – faz um paralelo entre a cuja e a Mulher-Gato. Que todo guri reconhece como a paixão mal resolvida do Batman.
​             E, em terceiro, pelo fato de que a cuja, cujo nome é Fernanda Lacerda – que dividiu com Veridiana Freitas e Aricia Silva as páginas principais da publicação de janeiro de 2014 –, agora, foi explorada com todas as fotos a que o leitor tem direito.
​             Sendo que, dentro do contexto, se destaca a foto inaugural: uma imagem, em P&B, em que, com uma carapuça que imita as orelhas de um felino, ela exibe suas turbinadas tetas. As quais alimentariam o calouro de prazer. Tal qual o mesmo, ao se nutrir de leite, proporcionou à própria genitora.
​             Depois, há a foto em que ela está com um chapéu de toureiro e cinta-liga e mostra uma vagina ambígua. Que, por cima, lembra uma flor negra. Visto que o parco pixaim que a cobre é sondado pela tatuagem de uma abelha. Enquanto, por baixo, parece “mostrar a língua”. Num escárnio à macheza do novato. Pois o dito se verá desafiado a golpeá-la com o “pau”.
​             Por fim, há a cena final. Em que Fernanda mostra o que tem de melhor: uma bunda bacana. Que despertaria a maldade do “mais inocente”, ao fazê-lo ter uma noção do quão polivalente um rabo pode ser.



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