sexta-feira, 14 de março de 2014

ALPHAVILLE (O Ensaio de Meyrielle Abrantes para a Playboy)

            Em 1965, lançado foi “Alphaville”. Um filme cuja direção foi assinada por Jean-Luc Godard e que trata de uma sociedade em que as palavras são subtraídas do vocabulário, com o fim de forçar o cidadão a abdicar de sua personalidade e se ajustar a um determinado padrão de conduta.
            Ou seja, é a premonição da engenharia social que a esquerda erigiria nos países da América Latina. Ao se infiltrar nos meandros culturais de cada nação e promover, por osmose, aquilo que na China se chamou de “Revolução Cultural”.
            Porém, no Brasil, o negócio foi de “Mao” a pior. Pois o socialismo se mesclou com a brasilidade e virou um chorume. Dado que, sob as barbas do sócio construtivismo, o desenvolvimento intelectual do brasileiro foi atravancado por uma série de interferências que só serviram para lhe turvar a imaginação com um festival de afetações. Desapercebidamente, fazendo-o a ter o “sarcasmo ‘infantiloide’” como uma declaração de sagacidade.
            Assim, transformando o país em uma personificação de Alphaville.
            Onde a comunicação foi sendo reduzida a um emaranhado de eufemismos, enquanto as palavras foram surrupiadas do cotidiano, por meio de uma doutrinação que ficou conhecida sob a alcunha de “Politicamente Correto”.
            Posto que um exemplo disso está na capa da edição de Nº 462 da Playboy de novembro de 2013. Em que Meyrielle Abrantes, a estrela do mês, aparece sentada de frente para o espaldar de uma cadeira. Ofertando uma generosa bunda ao olhar dos incautos. Um par de glúteos que, por certo, levaria Roman Polanski a imaginar a mais sórdida sodomia. E que, ao passar pelo crivo de um cidadão mediano brasileiro, seria interpretado como o desejo de colocar o “pipi no popô”.
            Ademais, até o momento que antecede essa expectativa, Meyrielle traçou um itinerário que se iniciou há 10 anos; ao receber o título de Miss Vitória de Santo Antão. Posteriormente, conquistando a coroa de Miss Pernambuco. E, por ter mais corpo do que talhe, parando na primeira etapa do concurso de Miss Brasil.
            Voltando à ativa, agora, na sede paulistana do Iate Clube de Santos. Onde, sob o olhar de J. R. Duran, viveu uma sinhazinha pós-moderna, em um ensaio marcado por tons amadeirados. Já que a imponência colonial do cenário se une à exuberância do seu corpo. Contudo, com um cunho íntimo. Sem vulgaridade. Como se fossem fotos particulares. Do tipo que uma mulher recatada faz para eternizar as benesses da juventude. E que, em um momento de singularidade, compartilha com uma amiga ou com o marido. Mas que, em um instante de desembaraço, mostra para algum colega do filho, a fim de lhes estreitar a intimidade.
            Sendo que, de entrada, ela exibe um item que há tempo não é visto nas páginas principais da publicação: pelos pubianos. Que, embora sejam poucos, amenizam a saudade. Depois, há o rastro de um minúsculo biquíni, em sua bronzeada pele, que demonstra a sua preferência por praias convencionais. Na quais é um “açougue” aos olhos dos famintos. Porém, é no “filé-mignon” que está o entrave. Pois o “corte” está no limite da sua desinibição. Visto que, durante o ensaio, a dita se vale da robustez para ocultar a vulva.



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