sexta-feira, 14 de março de 2014

ANJOS & DEMÔNIOS (O Ensaio de Antonia Fontenelle para a Playboy)


            A capa da edição de Nº458 da Playboy de julho de 2013 é um compêndio de informações. Sendo que a principal, por uma questão de tino comercial, está na bunda de Antonia Fontenelle. Que aparece em função da sugestão do término de um strip-tease. Ou seja, do momento em que é acionada a lubricidade masculina. Pois é a hora em que toda mulher expõe sua fragilidade.
            Outro comunicado está na disposição das tatuagens dela. Que, por terem sido feitas de forma aleatória, fazem com que ela se assemelhe a uma criação do Dr. Frankenstein. Já que cria a ilusão de que ela foi montada com a perna de uma, a orelha de outra e, por aí, vai...
            Daí, se destacando a frase que foi tatuada no seu ombro esquerdo: “I can be angel or demon you choose”. Sem a vírgula que separaria o “capeta” de “você”. E que significa: “Eu posso ser um anjo ou um demônio, você escolhe”. A qual pode ser auferida como um argumento provocativo por quem ignora a própria ignorância. Pois o termo “anjo” – oriundo do latino “angelus” – se refere a uma espécie de “mensageiro”. Enquanto que o “demônio” – que tem sua origem no grego “daimonion” – equivale a um tipo de “gênio”. E que, no fim, são a mesma coisa: um intermediário entre o Criador e a criatura.
            Todavia, o conceito de dualidade se tornou nítido com a ascensão do cristianismo. Que formulou sua filosofia sobre a seguinte lógica: tudo que não está relacionado com Jesus está, automaticamente, associado com o Diabo. E, como o latim é seu idioma oficial, o termo grego foi demonizado. Relegado à conveniência daquilo que se interpreta como proveitoso ou não.
            Quando, na prática, o ato de tirar vantagem de uma indeterminada situação está atrelado à habilidade em alterar os códigos que a caracterizam, em favor de um determinado fim.
            Como no fatídico fim que foi dado à linguagem que Edson Aran incutiu nas páginas principais da Playboy. Ora que, após a edição em que Carol Narizinho foi a estrela do mês, ele deixou o cargo de diretor de redação. Cargo que foi ocupado por Thales Guaracy. Que, depois da publicação protagonizada por Thaís Bianca, iniciou uma transição de estilos. Estragando, em busca de uma nova meta, as revista cujos destaques foram as “Gatas do Casa Bonita” e “Tamara Ecclestone”. Quando, secundariamente, na primeira, trocou a tradicional entrevista da fotografada por pequenas notas. O que foi relevado; já que, no caso, se tratavam de várias fêmeas. E, na segunda, adaptou uma matéria estrangeira; em que tudo era legendado por um artigo. Ou seja, duas ideias que, na edição vigente, foram mescladas, com o fim de evitar qualquer indício de avacalhação. Mas que não rasuram a mancada mor: o fato de que, nesse hiato de dois meses, não houvesse a foto de uma vagina, sequer.
            Vagina que, aliás, Antonia não se avexa ao exibir. E, pelo jeito, até seria menos discreta, se as lentes de seu fotógrafo, J. R. Duran, estivessem a serviço de alguma obra sobre ginecologia. Posto que, aos 40 anos, na dita “Idade da Loba”, ela se encontra na fronteira que separa o fim da juventude do início da velhice. Onde as experiências adquiridas lhe servirão de alento ante os encantos que, pouco a pouco, irá perder.



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